Advogado diz que idoso viajou a Ribeirão Preto para tratamento inexistente antes de confusão em Limeira
Advogado afirma que paciente viajou a Ribeirão Preto para tratamento que não existia e voltou sem atendimento; Polícia Militar foi acionada após confusão no Hapvida
Um idoso de 63 anos, identificado como Aldo, se envolveu em um desentendimento com funcionários do hospital Hapvida, em Limeira (SP), na manhã desta segunda-feira (6). Segundo informações da Polícia Militar (PM), ele portava uma pistola de airsoft no momento da confusão, o que levou a equipe médica a acionar as autoridades.
O advogado Vitor Vicente, que acompanha o caso, conversou com o repórter Carlos Gomide e relatou que o episódio teria começado após uma falha no atendimento. De acordo com o defensor, Aldo sofre de graves problemas na coluna, já passou por diversas cirurgias e tem um aparelho implantado próximo à medula óssea.
“Hoje o Sr. Aldo precisou ir até Ribeirão Preto (SP) para fazer um tratamento. Segundo informações que a gente obteve, o pessoal da Hapvida pediu para que ele fosse até lá, mas, quando chegou, não havia nenhum atendimento agendado. Mandaram ele voltar para Limeira, e aqui ninguém soube informar nada sobre o tratamento ou os medicamentos”, contou o advogado.
De volta à unidade de Limeira, o idoso, já debilitado e com dores intensas, tentou buscar explicações com a equipe do hospital. “Por conta disso parece que houve um desentendimento entre ele e os atendentes, que se sentiram ameaçados e chamaram a PM”, afirmou Vicente.
Questionado sobre a arma, o advogado disse que, segundo a polícia, Aldo estava com uma pistola de airsoft, mas ainda não há confirmação se ele chegou a ameaçar alguém. “A princípio existe essa informação, mas não sabemos se de fato houve a apresentação da arma”, explicou.
O advogado relatou ainda que o idoso estava em estado físico delicado, tremendo e com fortes dores, sem conseguir caminhar. A Polícia Militar cogitou levá-lo à Santa Casa, mas optou por realizar o atendimento médico inicial na própria Hapvida, antes de encaminhá-lo ao 1º Distrito Policial (DP) para prestar depoimento.
Além de Aldo, dois atendentes do hospital também devem ser ouvidos na delegacia. “Eles serão conduzidos para esclarecer o que aconteceu, e o delegado vai definir quais medidas tomar”, completou Vicente.
Segundo o advogado, o caso reflete não apenas o estado de saúde e o desgaste emocional do paciente, mas também problemas recorrentes no atendimento do hospital. “É uma soma das duas coisas. Ele tem várias comorbidades, passou por uma viagem longa e dolorosa, e isso pode ter influenciado o nervosismo. Agora é apurar o que realmente ocorreu”, concluiu.
A Polícia Civil deve investigar o episódio para apurar se houve ameaça ou crime e se o idoso responderá por algum tipo de infração. Até o momento, o hospital Hapvida não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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