Prefeito de Sorocaba é afastado por 180 dias em nova etapa de investigação da PF
Vice assume administração enquanto apuração sobre contratos da Saúde avança
Uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região nesta quinta-feira (6) determinou o afastamento, por 180 dias, do prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos). A medida foi tomada durante a segunda fase da Operação Copia e Cola, da Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de irregularidades em contratos da área da saúde no município.
Com o afastamento, o vice-prefeito Fernando Martins da Costa Neto (PSD) assumiu o comando da administração municipal. Em nota, a prefeitura informou que a mudança garante a continuidade dos serviços públicos enquanto o caso segue em investigação.
A decisão judicial atende a um pedido da PF e é considerada uma medida cautelar, segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sorocaba, João Paulo Milano. O objetivo é evitar qualquer tipo de interferência na apuração criminal, como destruição de provas ou repetição de condutas investigadas. A medida não significa perda de mandato e pode ser prorrogada ou revogada.
Ainda não foi confirmado se Manga foi diretamente alvo das ações desta quinta-feira. O prefeito, que estava em Brasília cumprindo agenda oficial, comentou o afastamento nas redes sociais.
Durante a operação, duas pessoas foram presas: o empresário Marco Silva Mott, apontado como lobista ligado a contratos da prefeitura, e o pastor Josivaldo Batista de Souza, cunhado da primeira-dama. A defesa de Mott afirmou que a prisão se baseia em “conjecturas” e que já foram prestados esclarecimentos às autoridades.
Rodrigo Manga está em seu segundo mandato à frente da Prefeitura de Sorocaba. Antes de ingressar na política, atuou como vendedor de veículos e ganhou projeção nas redes sociais ao aparecer em vídeos de divulgação de carros. Formado em marketing, ampliou sua popularidade com publicações sobre ações da administração e do cotidiano da cidade, o que lhe rendeu milhões de seguidores e o apelido de “prefeito tiktoker”. Alguns conteúdos, porém, são alvo de questionamentos do Ministério Público por possível desinformação.
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