Adolescente de Limeira relata agressões do pai e pede medida protetiva após violência em São Paulo
Caso envolve conflito familiar, agressões físicas e psicológicas e pedido de medidas protetivas
Uma adolescente de 14 anos relatou ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas pelo próprio pai em um imóvel localizado na Rua João Gregório Lemos, no Parque Residencial Oratório, na cidade de São Paulo (SP). O fato teria ocorrido na sexta-feira (30) e foi registrado em boletim de ocorrência na madrugada desta terça-feira (3) no Plantão Policial de Limeira (SP).
De acordo com o relato da mãe da adolescente, de 41 anos, ela manteve um relacionamento por cerca de 16 anos com o pai da jovem, hoje com 52 anos. Após a separação, em 2021, a mãe passou a residir em Limeira, enquanto o pai permaneceu em São Paulo. No início de 2022, a adolescente foi passar férias com o pai e, após se adaptar ao local, pediu para continuar morando com ele, o que foi autorizado.
Com o passar do tempo, segundo a mãe, a adolescente passou a relatar comportamentos agressivos do pai, incluindo gritos, ofensas constantes e episódios de intimidação emocional. Ainda conforme o depoimento, o pai teria ameaçado destruir os pertences da filha caso ela retornasse à casa materna.
Na sexta-feira (30), durante uma tentativa de matrícula da adolescente no primeiro ano do ensino médio, que não foi concluída por falta de documentação, o homem teria se exaltado e ofendido a filha verbalmente. Em seguida, já em via pública, o comportamento agressivo teria continuado, com danos ao veículo e agressões físicas, incluindo puxões pelo braço, chacoalhões e quedas no chão, que resultaram em hematomas. Ainda segundo o relato, novas agressões teriam ocorrido dentro da residência, com destruição de objetos pessoais da adolescente, além de tentativas de tomar seu celular à força.
Imagens dos danos e dos pertences destruídos teriam sido enviadas pela adolescente à mãe. No dia seguinte, aproveitando a ausência do pai e com autorização previamente registrada em cartório, a jovem organizou seus pertences e retornou sozinha para Limeira.
Após o retorno, o pai teria feito contato telefônico com a filha, abordando temas relacionados à relação familiar e à pensão alimentícia, ligação que foi gravada pela adolescente. A mãe informou ainda que há registros de episódios anteriores de destruição de objetos pessoais da filha.
Diante da situação, a adolescente declarou sentir medo e afirmou não desejar retornar à residência paterna. A mãe solicitou a concessão de medidas protetivas para impedir qualquer aproximação ou contato do pai com a filha, mantendo a adolescente sob sua proteção.
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