Após sanção de lei, Bom Pastor oferecerá sepultamento de pets

Norma sancionada em fevereiro permite que tutores enterrem pets em sepulturas particulares


Por Redação Educadora Publicado 13/02/2026

Uma lei sancionada em 10 de fevereiro de 2026 passa a permitir o sepultamento de cães e gatos nos jazigos das famílias, desde que os tutores sejam concessionários de sepulturas particulares. O Projeto de Lei é de 2015 e foi aprovado em votação realizada em janeiro na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

A nova regra autoriza que, caso a família deseje e possua jazigo próprio, o pet possa ser sepultado no mesmo espaço. Neste primeiro momento, a medida contempla apenas cães e gatos.

Em Limeira (SP), a Funerária Bom Pastor informou que passará a realizar esse tipo de sepultamento. Segundo Onassis Bruno, responsável pelo marketing da empresa, a mudança representa um avanço para famílias que mantêm vínculo afetivo com seus animais.

“É um Projeto de Lei de 2015. Foi sancionado agora no dia 10 de fevereiro de 2026. A votação ocorreu no mês de janeiro na Alesp e permite o sepultamento dos pets, para aquelas famílias que desejam, para os tutores e tutoras que têm esse vínculo com seus pets. Por enquanto somente cães e gatos. Caso esses familiares queiram, possuam e sejam concessionários de um jazigo. Então isso é possível a partir de agora”, afirmou.

A empresa já atua no segmento de atendimento a famílias enlutadas por perda de animais, principalmente com serviços de cremação. “É novo para a Bom Pastor também, mas não tão novo assim porque já trabalhamos com a questão do luto dos pets. Nós temos o plano que é voltado para isso e já trabalhamos com a cremação”, explicou.

Atualmente, a Bom Pastor conta com crematórios parceiros, como o de Santa Bárbara d’Oeste, além de urna pet em São Paulo. De acordo com Onassis Bruno, o atendimento segue o mesmo padrão oferecido às famílias que perdem entes humanos. “Fazemos um trabalho de acolhimento como se fosse para um humano, sempre humanizado e compassivo, com esse olhar para o cuidado das famílias.”

Com a possibilidade de sepultamento, a empresa informou que fará as adaptações necessárias para viabilizar também cerimônias de despedida. “Certamente nós faremos as adaptações necessárias, porque teremos que ter o espaço adequado para a cerimônia do velório desse pet. Essa cerimônia já acontece no caso da cremação. Não são todas as famílias que optam, mas há famílias que desejam, então nós teremos que ter a cerimônia sim”, declarou.

A funerária mantém ainda o Instituto de Apoio ao Luto, que existe há cerca de 15 anos e é coordenado pela psicóloga especializada em luto Flaviana Pereira. Segundo o representante da empresa, o trabalho envolve organização da cerimônia e acompanhamento das famílias. “É a despedida de uma pessoa que foi muito importante na vida dessas famílias. Toda a delicadeza do mundo é necessária nessa hora.”

O atendimento também é oferecido aos clientes do plano BomPet, que inclui telemedicina veterinária, descontos em produtos e serviços para pets e a cremação dos animais. Conforme informado, os crematórios realizam a retirada do corpo na residência ou na clínica veterinária, evitando que a família precise se deslocar em momento de luto.

Em um dos crematórios, é permitido que a família acompanhe o processo de cremação, o que não ocorre em casos de cremação humana, já que a legislação não autoriza. Quando solicitado, as cinzas podem ser entregues na residência dos tutores.

Segundo a empresa, o retorno das famílias tem sido positivo, especialmente em relação ao cuidado e ao respeito dedicados ao momento de despedida dos animais de estimação.

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