Após sanção de lei, Bom Pastor oferecerá sepultamento de pets
Norma sancionada em fevereiro permite que tutores enterrem pets em sepulturas particulares
Uma lei sancionada em 10 de fevereiro de 2026 passa a permitir o sepultamento de cães e gatos nos jazigos das famílias, desde que os tutores sejam concessionários de sepulturas particulares. O Projeto de Lei é de 2015 e foi aprovado em votação realizada em janeiro na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
A nova regra autoriza que, caso a família deseje e possua jazigo próprio, o pet possa ser sepultado no mesmo espaço. Neste primeiro momento, a medida contempla apenas cães e gatos.
Em Limeira (SP), a Funerária Bom Pastor informou que passará a realizar esse tipo de sepultamento. Segundo Onassis Bruno, responsável pelo marketing da empresa, a mudança representa um avanço para famílias que mantêm vínculo afetivo com seus animais.
“É um Projeto de Lei de 2015. Foi sancionado agora no dia 10 de fevereiro de 2026. A votação ocorreu no mês de janeiro na Alesp e permite o sepultamento dos pets, para aquelas famílias que desejam, para os tutores e tutoras que têm esse vínculo com seus pets. Por enquanto somente cães e gatos. Caso esses familiares queiram, possuam e sejam concessionários de um jazigo. Então isso é possível a partir de agora”, afirmou.
A empresa já atua no segmento de atendimento a famílias enlutadas por perda de animais, principalmente com serviços de cremação. “É novo para a Bom Pastor também, mas não tão novo assim porque já trabalhamos com a questão do luto dos pets. Nós temos o plano que é voltado para isso e já trabalhamos com a cremação”, explicou.
Atualmente, a Bom Pastor conta com crematórios parceiros, como o de Santa Bárbara d’Oeste, além de urna pet em São Paulo. De acordo com Onassis Bruno, o atendimento segue o mesmo padrão oferecido às famílias que perdem entes humanos. “Fazemos um trabalho de acolhimento como se fosse para um humano, sempre humanizado e compassivo, com esse olhar para o cuidado das famílias.”
Com a possibilidade de sepultamento, a empresa informou que fará as adaptações necessárias para viabilizar também cerimônias de despedida. “Certamente nós faremos as adaptações necessárias, porque teremos que ter o espaço adequado para a cerimônia do velório desse pet. Essa cerimônia já acontece no caso da cremação. Não são todas as famílias que optam, mas há famílias que desejam, então nós teremos que ter a cerimônia sim”, declarou.
A funerária mantém ainda o Instituto de Apoio ao Luto, que existe há cerca de 15 anos e é coordenado pela psicóloga especializada em luto Flaviana Pereira. Segundo o representante da empresa, o trabalho envolve organização da cerimônia e acompanhamento das famílias. “É a despedida de uma pessoa que foi muito importante na vida dessas famílias. Toda a delicadeza do mundo é necessária nessa hora.”
O atendimento também é oferecido aos clientes do plano BomPet, que inclui telemedicina veterinária, descontos em produtos e serviços para pets e a cremação dos animais. Conforme informado, os crematórios realizam a retirada do corpo na residência ou na clínica veterinária, evitando que a família precise se deslocar em momento de luto.
Em um dos crematórios, é permitido que a família acompanhe o processo de cremação, o que não ocorre em casos de cremação humana, já que a legislação não autoriza. Quando solicitado, as cinzas podem ser entregues na residência dos tutores.
Segundo a empresa, o retorno das famílias tem sido positivo, especialmente em relação ao cuidado e ao respeito dedicados ao momento de despedida dos animais de estimação.
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