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Principal investigado em fraude bancária de R$ 500 milhões se apresenta à PF em Piracicaba

Empresário de Americana era considerado foragido desde o início da Operação Fallax


Por Redação Educadora Publicado 27/03/2026
Principal investigado em fraude bancária de R$ 500 milhões se apresenta à PF em Piracicaba
Foto: Reprodução

Apontado como o principal investigado de um esquema de fraudes bancárias que pode ter causado prejuízo de cerca de R$ 500 milhões a instituições financeiras, o empresário Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, se apresentou na manhã desta sexta-feira (27) na sede da Polícia Federal (PF) em Piracicaba (SP). Conhecido como “Ralado”, ele é morador de Americana (SP) e era considerado foragido desde o início da Operação Fallax, deflagrada na última quarta-feira (25).

Além dele, também se entregaram às autoridades a esposa, Glaucia Juliana de Azevedo, e o cunhado, Julio Ricardo Iglesias Oriolo, que tinham mandados de prisão em aberto.

Segundo a PF, os três passarão por audiência de custódia antes de serem encaminhados ao sistema prisional. Os dois homens devem ser levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, enquanto Glaucia será transferida para a Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu (SP).

Esquema investigado

As investigações apontam que o empresário teria estruturado uma rede com centenas de empresas registradas em nome de “laranjas”. Essas companhias eram utilizadas para abrir contas bancárias e solicitar empréstimos e financiamentos em instituições como Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil.

De acordo com a PF, as empresas existiam apenas formalmente e serviam para simular atividades econômicas regulares, dando aparência de legalidade às operações financeiras.

Para viabilizar as fraudes, gerentes de bancos teriam sido cooptados, o que facilitava a liberação de crédito e evitava verificações mais rigorosas. As contas eram movimentadas por cerca de um ano, período em que os valores obtidos em empréstimos aumentavam gradualmente. Depois disso, as empresas deixavam de movimentar os recursos e interrompiam o pagamento das dívidas.

Origem da investigação

A apuração começou após o compartilhamento de informações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba e da Polícia Militar (PM), que investigavam a atuação de um grupo criminoso de Rio Claro (SP) conhecido como “Bonde do Magrelo”.

Segundo a Polícia Federal, a organização atua em atividades como tráfico de drogas, armas e munições e teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Durante as apurações, os investigadores identificaram que o empresário de Americana prestava serviços de lavagem de dinheiro para o grupo.

O avanço das investigações ocorreu após uma operação do Gaeco, em 2024, que apreendeu documentos na residência de um investigado. O material indicava a ligação do suspeito com empresas registradas em nome de terceiros e com a estrutura financeira usada nas fraudes.

A partir dessas informações, a Polícia Federal passou a mapear as empresas criadas e as contas bancárias utilizadas para movimentar os recursos investigados.

Investigados em Limeira foram presos

Em Limeira (SP), a PF cumpriu dois mandados de prisão e de busca e apreensão contra um homem e uma mulher. No condomínio Fazenda Itapema, os agentes prenderam Paulo Júnior Ferraz, de 41 anos. Foram apreendidos aparelhos celulares e maquininhas de cartão.

Em um outro condomínio, no Jardim Colina Verde, foi feita a prisão de Sarah Tais Barbosa, de 36 anos.

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