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Marina Silva diz que decisão sobre segunda vaga ao Senado em SP será tomada com tranquilidade

Em entrevista ao Meio Dia, deputada federal afirma que federação REDE/PSOL defende presença na chapa majoritária e destaca gratidão ao estado de São Paulo


Por Rafael Coelho Publicado 15/05/2026

A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (REDE-SP) afirmou que a definição sobre a segunda vaga da chapa ao Senado pelo campo progressista em São Paulo ainda está em discussão e será conduzida de forma tranquila entre os partidos aliados. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Meio Dia desta sexta-feira (15).

Segundo Marina, o grupo já avançou na construção da aliança para as eleições, com o ex-ministro Fernando Haddad definido como pré-candidato ao governo paulista e a ex-ministra Simone Tebet apontada como uma das candidatas ao Senado.

De acordo com a parlamentar, ainda resta a definição sobre a segunda vaga para a disputa ao Senado. Entre os nomes colocados estão o ex-ministro Márcio França e a própria Marina Silva, cuja pré-candidatura foi apresentada pela federação REDE/PSOL.

Marina explicou que a federação considera importante estar representada na chapa majoritária, em razão da relevância política que REDE e PSOL conquistaram nos últimos anos. Ela citou o desempenho do PSOL, que chegou ao segundo turno nas duas últimas disputas pela Prefeitura de São Paulo, como um indicativo da força do grupo no estado.

A deputada afirmou que recebe com satisfação a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado, mas ressaltou que encara o processo com serenidade. Segundo ela, sua atual condição de deputada federal eleita por São Paulo já representa motivo de grande gratidão ao eleitorado paulista.

Durante a entrevista, Marina relembrou sua chegada a São Paulo em 1979, aos 19 anos, quando deixou o Acre após receber um prognóstico médico desfavorável e veio à capital paulista em busca de tratamento. Ela contou que desembarcou na cidade com apenas uma passagem de ida, concedida por Dom Moacir, e sem familiaridade com a rotina urbana.

A parlamentar destacou que sua trajetória política e pessoal está profundamente ligada ao estado, ao qual atribui papel decisivo em sua recuperação e em sua vida pública. Marina lembrou que foi senadora por duas vezes pelo Acre e candidata à Presidência da República em três ocasiões, afirmando que sua atuação sempre esteve voltada para causas nacionais e globais.

Ao comentar sua história, a deputada disse que sua eleição por São Paulo simboliza a força da democracia brasileira e a capacidade de acolhimento da sociedade paulista. Marina recordou que foi alfabetizada aos 16 anos, perdeu a mãe aos 14 e viveu parte da infância em condições que classificou como de semi-escravidão na floresta amazônica.

Para a ex-ministra, o fato de ter se tornado deputada federal pelo estado que conhecia apenas por meio do rádio demonstra tanto o valor da democracia quanto o caráter acolhedor de São Paulo.

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