Enrico Ambrogini promete investir na base da Inter de Limeira

Executivo que lidera grupo responsável pela futura SAF do clube afirma que dívidas são administráveis e diz que formação de atletas será uma das prioridades do projeto


Por Rafael Coelho Publicado 08/09/2026

A dívida da Inter de Limeira e a situação das categorias de base estão entre os principais pontos que deverão ser enfrentados pelo grupo de investidores que assumirá a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. O executivo Enrico Ambrogini, que lidera o grupo ao lado de Ronaldo e Roberto Carlos, falou sobre os dois assuntos durante participação no programa Meio Dia, nesta terça-feira (8), e afirmou que o passivo é administrável, enquanto a formação de jogadores será uma das prioridades da nova gestão.

Segundo Ambrogini, o valor da dívida informado ao grupo inicialmente estava na casa dos R$ 8 milhões. Ele explicou que o contrato estabelece um prazo de quatro anos para a quitação dos débitos.

O executivo também citou uma dívida relacionada à gestão do atual presidente, Danilo Maluf, além de débitos federais envolvendo impostos. Ambrogini afirmou que será necessário fazer uma conciliação para verificar os valores e eventuais situações que possam ter sido quitadas ou prescritas.

Como exemplo, ele mencionou débitos trabalhistas que já foram pagos e que envolviam o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo Ambrogini, parte desses valores pode aparecer também entre os débitos federais, o que exigirá uma análise para evitar duplicidade.

Apesar dos pontos que ainda precisam ser levantados, o executivo considerou possível cumprir a obrigação financeira prevista no contrato. “Isso por contrato eu vou ter que quitar dentro de 4 anos. Me parece super factível, sem problema nenhum”, afirmou.

Outro ponto destacado por Ambrogini foi a formação de jogadores. Ele classificou a situação da base como um dos principais desafios atuais da Inter de Limeira, já que as categorias de formação estão terceirizadas e sob responsabilidade de um terceiro.

A intenção do grupo, segundo ele, é mudar esse modelo e tornar a base 100% própria. A proposta é implantar uma metodologia de trabalho alinhada ao futebol profissional, permitindo que os jogadores sejam preparados de acordo com o modelo adotado pela equipe principal.

“É um foco sim do projeto. Então é onde a gente vai ter que pôr a mão, porque a formação de atleta no mercado brasileiro é fundamental. É vital para todos os clubes”, afirmou.

Ambrogini também destacou o impacto financeiro que a formação de atletas pode ter para os clubes. Segundo ele, a venda de jogadores costuma fazer parte do planejamento orçamentário das equipes brasileiras, que já consideram essas receitas antes mesmo do início da temporada.

No caso da Inter, o executivo afirmou que o clube possui direitos federativos de alguns jogadores, mas que a participação econômica é outro ponto a ser analisado. Ele estimou que essa participação esteja atualmente em torno de 30%, ressaltando que a equipe ainda não é considerada um clube formador.

A transformação desse cenário está entre os objetivos apresentados pelo grupo de investidores. “A Inter não é um clube formador. A minha intenção é que seja”, disse Ambrogini.

Ele explicou ainda que o reconhecimento como clube formador pode trazer garantias financeiras relacionadas às futuras transferências dos atletas. A intenção, portanto, é estruturar as categorias de base para que a Inter possa participar de forma mais relevante das negociações envolvendo jogadores formados pelo próprio clube.

“Temos que correr atrás de ser um clube formador”, concluiu o executivo.

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