Espaço Cultural Engep reabre com exposição sobre Hercule Florence

Espaço Cultural Engep será reinaugurado no dia 12 de setembro com uma exposição dedicada a um dos personagens mais fascinantes da história científica e artística brasileira


Por Nani Camargo Publicado 11/09/2026
Espaço Cultural Engep reabre com exposição sobre Hercule Florence

Espaço Cultural Engep, em Limeira (SP), será reinaugurado no dia 12 de setembro com uma exposição dedicada a um dos personagens mais fascinantes da história científica e artística brasileira: Hercule Florence.

A mostra “O Olhar de Hercule Florence” convida o público a conhecer diferentes aspectos da trajetória do artista, inventor e pesquisador que produziu importantes registros do Brasil no século XIX e realizou, no interior de São Paulo, experiências pioneiras relacionadas à fotografia.

A reinauguração e as novidades do espaço foram anunciadas por Paulo Masuti Levy, diretor do Espaço Cultural Engep e diretor sócio-fundador do Grupo Engep.

Espaço Cultural Engep, em Limeira (SP), será reinaugurado no dia 12 de setembro com uma exposição dedicada a um dos personagens mais fascinantes da história científica e artística brasileira: Hercule Florence.

A mostra “O Olhar de Hercule Florence” convida o público a conhecer diferentes aspectos da trajetória do artista, inventor e pesquisador que produziu importantes registros do Brasil no século XIX e realizou, no interior de São Paulo, experiências pioneiras relacionadas à fotografia.

A reinauguração e as novidades do espaço foram anunciadas por Paulo Masuti Levy, diretor do Espaço Cultural Engep e diretor sócio-fundador do Grupo Engep.

Um novo momento para o Espaço Cultural Engep

A reabertura marca uma nova etapa do espaço mantido pelo Grupo Engep e reforça seu propósito de aproximar o público da arte, da história e da cultura.

Para a reinauguração, a exposição foi organizada em diferentes ambientes, permitindo que o visitante percorra momentos importantes da produção de Hercule Florence e compreenda a diversidade de seu olhar sobre o território brasileiro.

A partir de desenhos, registros e referências históricas, a mostra apresenta um personagem que transitou pela arte, ciência, observação da natureza e experimentação técnica.

Hercule Florence

Integrando a comemoração dos 200 anos de Limeira, a mostra homenageia Hercule Florence, cujos desenhos, pinturas e registros gráficos, constituem um valioso patrimônio documental para a compreensão da formação urbana e da história de Limeira e de diversos municípios da região.

Sua honrosa presença será motivo de grande distinção e contribuirá para abrilhantar esta celebração da história, da arte e da cultura regional.

A mostra “O Olhar de Hercule Florence” convida o público a conhecer diferentes aspectos da trajetória do artista, inventor e pesquisador que produziu importantes registros do Brasil no século XIX e realizou no interior de São Paulo experiências pioneiras relacionadas à fotografia.

A exposição, uma mostra espetacular de imagens que revelam a identidade de nossa comunidade se caracteriza uma iniciativa que vai ao encontro dos objetivos da Associação da qual tive orgulho em presidir, desde a fundação, até hoje, momento em que Alexandre Nicolau assumiu o cargo de presidente.

Para conhecimento do leitor, Hercule Florence, francês radicado no Brasil é considerado o pai da iconografia paulista.

Recentemente, essas joias preciosas foram incorporadas ao acervo do Instituto Moreira Sales. Diga-se de passagem, o único retrato dos anos iniciais do povoado oitocentista de que se tem notícia foi um pequeno desenho a lápis, datado de 1839, de autoria de Hercule Florence.

Para conhecimento dos interessados em nossa história, eis um resumo da biografia do autor do primeiro desenho da povoação que deu origem à cidade de Limeira.

Vida do Artista

Hercules Florence (1804 – 1879), desenhista, topógrafo, pintor, litógrafo, professor, inventor e fotógrafo, chegou ao Rio de Janeiro em 1824. No ano seguinte, integrou-se como desenhista à expedição do Barão Georg Henrich von Langsdorff.

Entre os anos de 1822 e 1828, Langsdorff liderou uma viagem científica que registrou elementos da fauna, flora, paisagem, etnografia e linguagem dos grupos nativos, percorrendo regiões, atualmente, ocupadas pelos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará.

Ao término da expedição, Florence voltou ao Rio de Janeiro e, posteriormente, radicou-se na Vila de São Carlos, atual cidade de Campinas, onde se casou com Maria Angélica, filha de Francisco Alvares Machado Vasconcellos. Florence foi fazendeiro, comerciante, e constituiu a Colônia Soledade, que abrigava europeus repassados pela “Vergueiro & Companhia”.

Entre os anos de 1832 e 1836, Hercule Florence realizou experiências com processos fotoquímicos de reprodução de imagens, cujo resultado denominou-se “photographie” (1833).

No início do século XIX, as técnicas de fixação de imagens por meio da luz ainda eram incipientes, algumas isoladas na França, com Joseph Nicéphore Niépce e Louis Jacques Mandé Daguerre e, na Inglaterra, com William Henry Fox Talbot.

O processo de maior vulto foi o da daguerreotipia, criação de Daguerre em 1837, (alguns autores atribuem a divulgação do processo em 1839) que se tornou público em 1837, data em que se credita o nascimento oficial da fotografia, anos depois do experimento de Florence, que imprimiu com a luz solar sete anos antes de se falar em fotografia. Em 1836, Florence adquiriu uma tipografia completa, a única na Vila de São Carlos.

Com licença da edilidade campineira, embasado em diversas experiências, como a invenção do papel inimitável, que evitava a falsificação, e da poligrafia, sistema de impressão simultânea e colorida, sem a utilização de prensa, o francês deu origem ao “Aurora Campineira”, o primeiro jornal da vila.

Com o falecimento de sua esposa, o artista casou-se em 1854 com Carolina Krug, que, em 1863, fundou o “Colégio Florence”, internato de meninas, onde Florence lecionou desenho. Durante o período em que viveu em Campinas, ele costumava visitar a região.

Desde 1830, Florence retratou as paisagens da região por onde passava, constituindo um registro único do desenvolvimento de parte do interior da Província de São Paulo.

Nesse período, viajando entre Campinas e Piracicaba, passou pelo engenho do Ibicaba, propriedade do Senador Vergueiro.

Provavelmente, pelo sucesso desse contato, Florence retornou diversas vezes à região, sendo documentadas as viagens empreendidas entre 1839 e 1850. Em 1839, ele fez o desenho considerado o primeiro registro da “Freguezia de Nossa Senhora das Dores de Tatuhiby” (Limeira), que surgiu em 1826, nas terras doadas pelo Capitão Luiz Manoel da Cunha Bastos.

No desenho a lápis, Hercules Florence retratou a primitiva capela e o projeto urbanístico inicial definido pela Sociedade do Bem Comum, cujo mordomo era o Senador Vergueiro.

Recentemente, Paulo Masuti Levy obteve dezenas de cópias de desenhos de Florence do acervo do Instituto Moreira Sales, que estão inseridas na referida exposição.

Venda Promocional de saldo dos livros de José Eduardo Heflinger Júnior

Entre os 35 livros de autoria do pesquisador, os 15 títulos que ainda restam para comercialização serão vendidos pela metade do preço capa a R$25, somente durante a referida Exposição.

As obras foram patrocinadas pela Lei Rouanet.

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