Limeira inicia atendimento oftalmológico para 22 mil alunos

Programa será realizado em 75 escolas municipais e prevê avaliação, diagnóstico e encaminhamento de estudantes com alterações na visão


Por Redação Educadora Publicado 22/09/2026
Limeira inicia atendimento oftalmológico para 22 mil alunos
Foto: Wagner Morente

Mais de 22 mil estudantes da rede pública municipal de Limeira (SP) serão submetidos a avaliações oftalmológicas por meio do Programa Visão que Transforma. A iniciativa foi lançada na sexta-feira (18) e prevê atendimento de 22.315 alunos de 75 escolas, incluindo crianças da Educação Infantil, estudantes do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O programa tem como objetivo identificar alterações visuais, principalmente de forma precoce, e garantir avaliação, diagnóstico, tratamento e encaminhamento para a rede municipal de Saúde quando houver necessidade.

A primeira etapa contempla 9.260 alunos, sendo 4.138 matriculados em creches e 5.122 na pré-escola. Na segunda fase, serão atendidos estudantes de 6 a 10 anos do Ensino Fundamental e alunos da EJA, somando outras 13.055 pessoas.

Os atendimentos serão realizados nas próprias escolas por médico oftalmologista e equipe técnica especializada. As avaliações incluem testes de acuidade visual, refração e diagnóstico clínico. Quando houver indicação médica, poderão ser solicitados exames complementares e realizados tratamentos especializados ou cirúrgicos, com continuidade do atendimento na rede municipal de Saúde.

O programa é desenvolvido pelas Secretarias de Saúde e Educação, em parceria com o Fundo Social. A primeira unidade a receber os atendimentos foi o Centro Infantil Professora Aldelena Baraldi Fonseca Santos, no Jardim Lagoa Nova, que atende 246 crianças de 6 meses a 5 anos.

Segundo o prefeito Murilo Félix, a identificação de problemas de visão dentro das escolas pode ajudar a detectar dificuldades que interferem nas atividades escolares.

“Muitas vezes, o aluno tem dificuldade para ler ou escrever e a causa está na visão. Com o atendimento na própria escola, vamos conseguir identificar esses casos e encaminhar cada criança para o cuidado necessário. É uma ação importante para garantir melhores condições de aprendizagem”, afirmou.

A diretora do Centro Infantil, Flávia Senedesi Cesário, também destacou a realização dos exames no ambiente escolar.

“É uma ação excelente, pois, ao identificar problemas de visão, podemos evitar impactos no desenvolvimento pedagógico dos alunos”, destacou.

Avaliação começa na primeira infância

A oftalmologista Caroline Masznak, responsável pela coordenação do programa, explicou que os primeiros anos de vida são importantes para a formação da saúde ocular. Segundo ela, alterações não identificadas e tratadas nessa fase podem causar consequências permanentes para a visão.

“É nessa fase que podem surgir problemas que, caso não sejam identificados e tratados, podem impactar a visão para o resto da vida”, afirmou.

De acordo com a médica, o rastreamento também pode identificar problemas como catarata, estrabismo e outras alterações. “Se os problemas são detectados nessa fase, a gente consegue reverter”, completou.

A primeira criança atendida pelo programa foi Maitê Vitória, de 1 ano e 3 meses. A mãe, Tamires Nazaré Souza, de 20 anos, avaliou a iniciativa como uma forma de identificar possíveis doenças antes que elas avancem.

“Se alguma doença for descoberta cedo, a gente já pode tratar”, afirmou.

Após a avaliação, a médica informou que a saúde ocular da menina estava em ordem.

Antes dos exames, os pais ou responsáveis deverão assinar um Termo de Consentimento. Depois do atendimento, as famílias receberão um relatório médico com o resultado da avaliação e as orientações necessárias.

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