Advogado investigado por ligação com organização criminosa é preso em Araras com mais de R$ 230 mil
Ação é desdobramento da Operação Hitman, deflagrada em 2025; segundo a Polícia Civil, investigado é suspeito de atuar na intermediação e comercialização ilegal de armas


A Polícia Civil realizou, na última sexta-feira (9), a Operação “Fork”, para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um advogado de Araras (SP), investigado por suposta ligação com uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, homicídios, corrupção de agentes públicos e comércio ilegal de armas de fogo. Durante a ação, cinco armas, munições, joias, relógios de luxo e R$ 235.829 em dinheiro foram apreendidos. O investigado foi identificado como Daniel Salviato.
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A operação foi conduzida por equipes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), vinculados à Delegacia Seccional de Limeira. A ação também contou com a presença do presidente da Comissão de Prerrogativas da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Araras.
Segundo a Polícia Civil, a investigação é um desdobramento da Operação Hitman, deflagrada em maio de 2025, que resultou na prisão de diversos suspeitos, entre eles policiais militares e guardas civis municipais de Araras. As apurações apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada, com atuação em diferentes atividades ilícitas na região.
De acordo com os investigadores, os elementos reunidos indicam que o advogado teria atuado como colaborador e articulador do grupo, com participação na intermediação, guarda e comercialização ilegal de armas de fogo. Ele também é suspeito de auxiliar práticas de corrupção de agentes públicos e contribuir para atividades relacionadas ao tráfico de drogas.


Durante o cumprimento dos mandados, os policiais localizaram, na residência da mãe do investigado, cinco armas de fogo, entre pistolas, revólveres e uma garrucha, além de munições de diferentes calibres. Também foram encontrados R$ 235.829 em espécie, guardados em uma mala junto de três das armas apreendidas.
Conforme a Polícia Civil, o dinheiro estava dividido em cédulas de diferentes valores. Para os investigadores, a forma de acondicionamento do montante, associada ao contexto da apuração e aos demais elementos reunidos, reforça a suspeita de que os valores possam estar relacionados às atividades ilícitas investigadas.
Além das armas e do dinheiro, foram apreendidos diversos óculos de marcas de luxo, uma maleta com relógios de marcas como Bulova, Armani e Tissot, um porta-joias com pingentes e brincos, dois HDs externos e uma caixa de aparelho celular.


A investigação apura suspeitas de associação criminosa, posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito, comércio ilegal de armas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
O material foi apreendido e encaminhado à autoridade policial para as providências cabíveis. Segundo a Polícia Civil, a Operação Fork representa mais uma etapa das investigações iniciadas com a Operação Hitman, que buscam esclarecer a atuação da organização criminosa e a possível participação de outros envolvidos.
As suspeitas atribuídas ao advogado fazem parte da investigação e deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
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