Incefra fecha fábrica em Cordeirópolis e demite cerca de 265 funcionários
Encerramento foi comunicado aos trabalhadores na quarta-feira (4), após meses de crise, atrasos salariais, protestos e paralisações na produção


O fechamento da unidade da Cerâmica Incefra, do Grupo Fragnani, em Cordeirópolis (SP), resultou na dispensa de aproximadamente 265 funcionários. A decisão foi comunicada aos trabalhadores na quarta-feira (4), após seis meses de dificuldades financeiras que comprometeram o funcionamento da fábrica. A unidade da Bahia, por outro lado, continuará em atividade.
A empresa já atribuiu a crise à falta de recursos financeiros para manter os pagamentos dos salários, comprar insumos e quitar compromissos com fornecedores. Mesmo com reuniões envolvendo representantes dos funcionários, a direção da empresa e o sindicato, não foi encontrada uma solução para manter a operação em Cordeirópolis.
Além da perda dos empregos, os trabalhadores agora aguardam informações sobre o recebimento dos valores atrasados e das verbas rescisórias. Segundo o sindicato, ainda não existe uma data prevista para os pagamentos, e as rescisões deverão ser quitadas de forma parcelada. A entidade também informou que os funcionários terão acesso ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ao seguro-desemprego.
Crise teve protestos e paralisações
Os problemas enfrentados pela fábrica se intensificaram nos últimos meses e levaram os funcionários a realizar manifestações em julho e agosto. Os protestos ocorreram em frente à empresa, com cobranças por salários e vales-alimentação que estavam atrasados.
A situação financeira também afetou diretamente a vida dos trabalhadores. Houve relatos de funcionários com nomes negativados no Serasa em meio às dificuldades para honrar compromissos financeiros.
Antes do fechamento definitivo, a produção já havia ficado interrompida por várias semanas. A falta de gás e de matérias-primas impediu o funcionamento normal da fábrica, que também anunciou anteriormente o corte de 77 postos de trabalho.
Apesar das tentativas de negociação entre as partes, a crise não foi contornada e terminou com o encerramento das atividades da unidade de Cordeirópolis.
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