Caso piloto: Detalhes da investigação assustam; delegada diz que vítima foi machucada
Investigação do DHPP aponta ao menos 10 vítimas; mãe e avó também foram presas
Conforme a coletiva realizada nesta terça-feira (10) a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), três pessoas foram presas na investigação que levou à detenção do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Além dele, foram presas a mãe e a avó das vítimas.
A investigação começou há três meses e aponta o piloto como possível líder. Até o momento, 10 vítimas foram identificadas, com idades de 10, 12, 14 e 18 anos, todas de São Paulo. Há declarações de outras vítimas em diferentes estados.
De acordo com a delegada, ele mantinha contato direto com algumas vítimas, levava as motéis utilizando documentos de maiores de idade e realizava pagamentos via Pix, com valores entre R$ 30 e R$ 100, além de ajuda com medicamentos, aluguel e outros itens. A polícia apura com quem o material era compartilhado. A suspeita é de que a prática ocorreu entre 8 e 10 anos.
A prisão no aeroporto ocorreu após a polícia solicitar uma escala de voos à companhia aérea, diante da dificuldade de localizá-lo. O piloto é casado pela segunda vez, e a atual esposa, que é psicóloga, esteve no local da prisão e estaria inconformada com a situação. Segundo Ivalda, não havia região específica de atuação e as abordagens variavam conforme o caso.
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