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Após ataque envolvendo pitbull em Limeira, GCM orienta como agir e prevenir situações com cães

Especialista destaca que movimento, gritos e reações impulsivas podem intensificar ataques e explica atitudes que podem ajudar a evitar ou reduzir riscos


Por Redação Educadora Publicado 05/03/2026
https://www.youtube.com/watch?v=NtmcX9944jw

Um ataque envolvendo um cão da raça pitbull reacendeu o alerta sobre como agir diante de situações de risco com animais. Na noite desta quarta-feira (4), uma mulher que estava com um bebê de dois meses no colo e um cachorro da família foi atacada pelo animal em Limeira (SP). Diante do caso, o Guarda Civil Municipal (GCM) Ragonha concedeu entrevista ao Meio Dia explicando os fatores que podem desencadear ataques e quais atitudes podem ajudar na prevenção ou na redução de danos.

Segundo ele, é importante compreender o histórico da raça e como isso influencia o comportamento de alguns animais. De acordo com o GCM, o pitbull que existe atualmente no Brasil passou por diversos cruzamentos ao longo do tempo.

“É importante a gente entender que hoje o pitbull que nós temos no Brasil não tem mais nada do pitbull original. São raros os casos que a gente tem um pitbull de fato. Ao longo do tempo ele foi selecionado para enfrentamento com outros animais, então está na genética dele ser desse jeito”, explicou.

Ele ressalta que, com o passar dos anos, muitos cruzamentos passaram a ser feitos sem critérios. “O cachorro foi sendo selecionado para isso e depois as pessoas foram cruzando mais para vender esses cães. A criação acabou caindo nas mãos de pessoas sem os cuidados que um criador responsável faz”, disse.

Ainda assim, o guarda municipal afirma que o comportamento pode variar entre os animais. “O pitbull é um cão agressivo com animais. Estou generalizando? Não. Existem pitbulls que convivem bem com outros cães e existem cães de outras raças que também não suportam ver outros animais”, afirmou.

Movimento pode despertar instinto de caça

De acordo com Ragonha, o principal fator que pode levar um cachorro a atacar é o instinto de caça, que pode ser ativado por movimentos.

“Um dos principais motivos é a caça. O que ativa o instinto de caça no animal? Movimento. Começou o movimento, você ativa esse instinto”, explicou.

Ele cita como exemplo situações comuns nas ruas. “É normal ver motociclistas passando e um animal correndo atrás. O movimento desperta esse comportamento”, afirmou.

Como agir durante um ataque

Em caso de ataque, o GCM orienta que a reação da vítima pode influenciar diretamente na intensidade da agressão.

“Se um animal começou a te atacar, a primeira coisa é não gritar, não tentar revidar e tentar ficar imóvel o máximo possível”, explicou.

Segundo ele, a imobilidade pode reduzir o interesse do animal. “Para o cachorro, quando a presa para, é como se ela tivesse morrido. Nesse caso perde a graça e ele pode desistir da luta”, disse.

O guarda municipal também alerta para comportamentos comuns de pessoas que tentam ajudar durante ataques.

“Muita gente começa a gritar ou bater no cachorro. Na cabeça do animal isso funciona como uma briga de bar. Parece que mais gente quer entrar na briga. A mordida, que já é forte, pode ficar ainda mais intensa”, afirmou.

Por isso, ele recomenda calma e silêncio. “Calmaria e silêncio são dois fatores predominantes para conseguir sair dessa situação. Eu sei que é difícil porque a pessoa está sendo atacada, mas isso faz diferença”, explicou.

Medidas de prevenção

Ragonha também destacou algumas atitudes que podem ajudar a evitar ataques.

A primeira orientação é observar o ambiente ao perceber a aproximação de um cachorro. “Analise o cenário. Se você consegue subir em um carro, em um muro ou até em uma árvore, essa é a melhor situação possível”, disse.

Caso não exista essa alternativa, a recomendação é reduzir ao máximo os estímulos que possam provocar o animal. “Se não conseguir sair do local, congele, vire de lado, não olhe diretamente nos olhos do cachorro e diminua a sua silhueta para não parecer uma ameaça”, explicou.

Objetos que estejam nas mãos também podem ajudar na proteção. “Um guarda-chuva, uma bolsa, uma pasta ou qualquer objeto pode ser colocado na frente do corpo. Para o cachorro aquilo vira uma extensão do seu corpo, então ele pode acabar mordendo o objeto”, afirmou.

Durante a situação, ele recomenda pedir ajuda. “Nessa hora, peça socorro para que alguém possa ajudar a controlar a situação”, concluiu.

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