Usamos cookies e outras tecnologias para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Renan Santos defende Estado de Defesa e diz que combate ao crime “vai ter morte”

Durante entrevista ao programa Meio Dia, político apresentou propostas de segurança pública, mudanças fiscais e revisão no sistema de incentivos da política brasileira


Por Redação Educadora Publicado 05/03/2026

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou que pretende decretar Estado de Defesa em regiões dominadas pelo tráfico de drogas caso seja eleito. A declaração foi feita durante entrevista concedida nesta quinta-feira (5) ao programa Meio Dia, quando ele detalhou propostas voltadas ao combate ao crime organizado e a reformas estruturais no país.

Segundo o pré-candidato, uma das primeiras medidas de seu eventual governo seria estabelecer intervenções em áreas consideradas estratégicas para organizações criminosas. Ele citou como exemplo cidades e regiões que, segundo ele, enfrentam forte atuação do tráfico.

“Uma coisa que eu quero fazer no dia 5 de janeiro, tomando posse como presidente da República, é fazer um Estado de Defesa circunscrito às regiões tomadas pelo tráfico”, afirmou.

Entre os locais mencionados por ele estão a cidade de Santa Quitéria, no Ceará, a Região Metropolitana de Fortaleza, comunidades no Rio de Janeiro, além do Porto de Santos, em São Paulo, e do Porto de Pecém, no Ceará. De acordo com o pré-candidato, essas regiões teriam importância logística para o escoamento de drogas.

Ele também citou a atuação de facções criminosas nessas áreas. “A Baixada Santista é tomada. Ali o PCC se parece com o Comando Vermelho. Eles pegam os morros. Ali fica a parte logística, onde recebem a droga que vem do interior, preparam e colocam em submarinos ou navios que seguem para a Europa e para a África”, declarou.

Renan Santos afirmou que ações desse tipo poderiam resultar em confrontos durante operações de retomada territorial. “Quando você for fazer a retomada de uma favela vai haver combate. Se não se entregar, vai ter conflito e vai ter morte. As pessoas precisam entender que vai ter morte”, disse.

Segundo ele, a população estaria cansada da alternância de controle entre forças de segurança e grupos criminosos. “O que os moradores das favelas não querem é esse vai e volta. Os bandidos voltam pior e impõem retaliações a quem eles acham que mudou de lado”, afirmou.

Para o pré-candidato, as ações deveriam ser permanentes. “A destruição tem que ser definitiva. Tem que ter ocupação militar e também alterações na Lei de Execução Penal”, declarou.

Reformas estruturais

Durante a entrevista, Renan Santos também afirmou que pretende promover três grandes reformas caso seja eleito presidente.

A primeira delas, segundo ele, seria uma mudança no sistema de segurança pública e na legislação penal. “O Brasil precisa de três grandes reformas. A primeira é a destruição do aparato de insegurança que existe no país, com uma guerra contra o crime organizado e alterações nas leis penais”, afirmou.

Ele disse que pretende tratar o tema como eixo central de sua campanha. “Minha pré-campanha e depois a campanha serão um plebiscito. Votou no número 14, quer uma guerra contra o crime. Votou no 22 ou no 13, não quer. É uma democracia”, declarou.

A segunda proposta apresentada envolve mudanças nas contas públicas. Segundo o pré-candidato, o país precisaria de uma reforma fiscal e de um ajuste nas despesas. “As contas públicas estão em rota de colisão e vão quebrar em 2028. A dívida está subindo, chegando a 88%, depois 95%, e os juros já estão em 15%”, afirmou.

A terceira proposta citada por ele é a reformulação do sistema de incentivos da política brasileira. Renan Santos afirmou que pretende alterar a forma como recursos de fundos partidários e eleitorais são distribuídos.

Ele citou como exemplo o funcionamento atual do sistema político. “Deputados recebem fundo partidário, fundo eleitoral e emendas que são direcionadas para prefeitos aliados. Esse sistema precisa mudar”, disse.

Na proposta apresentada por ele, prefeitos passariam a receber incentivos conforme resultados obtidos em indicadores de gestão. Entre os critérios citados estão avanços em saneamento, educação e segurança pública.

“Se uma cidade tem 5% de cobertura de esgoto e passa para 15%, ganha pontos. Se melhora o ranking do Saeb em educação, ganha mais pontos. Se políticas ajudam a melhorar a segurança, também pontua. No final, essa pontuação se transforma em recursos de fundo partidário e eleitoral”, explicou.

✅ Curtiu e quer receber mais notícias no seu celular? Clique aqui e siga o Canal eLimeira Notícias no WhatsApp.