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Venezuelana comemora prisão de Maduro e dá relato emocionante sobre a vida no país

Atualmente ela vive em Limeira (SP) e afirma que população viveu fome, colapso da saúde e falta de perspectivas sob a ditadura venezuelana


Por Rafael Coelho Publicado 05/01/2026

O anúncio da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi recebido com alegria por grande parte dos venezuelanos dentro e fora do país, segundo o relato da professora venezuelana Marisela Castillo, que mora atualmente em Limeira (SP). Em depoimento ao programa Meio Dia, ela afirmou que o momento representa o fim de um ciclo de sofrimento que, segundo suas palavras, durou mais de duas décadas e obrigou milhões de pessoas a deixarem o país.

Marisela é mãe de Hope, garota que conseguiu se curar de um câncer após fazer o tratamento no Brasil.

Em Limeira, 141 venezuelanos estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), sendo que a maioria não está no Bolsa Família.

Marisela contou que a notícia da captura de Maduro gerou sentimentos de celebração e esperança entre os venezuelanos. De acordo com ela, a população aguardava esse desfecho há 26 anos e acreditava não ter força política ou militar para provocar uma mudança interna. Para a professora, a saída do presidente só foi possível com a ajuda externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após eleições que ela descreve como fraudulentas.

A venezuelana afirmou que a vida no país era marcada por privações constantes. Mesmo com formação acadêmica, incluindo licenciatura e mestrado, ela relatou que não conseguia garantir o básico para a família. Segundo o depoimento, trabalhava o dia inteiro e, ao retornar para casa, não havia alimentos como arroz para oferecer às filhas.

O colapso do sistema de saúde também foi destacado no relato. Marisela contou que hospitais funcionavam sem insumos médicos e que pacientes recebiam listas de materiais que deveriam ser comprados por conta própria para conseguir atendimento. Ela relembrou o período em que a filha ficou internada por sete meses com câncer, dividindo um espaço com cerca de 20 crianças. Segundo a professora, muitas morreram por falta de tratamento, e os corpos eram retirados do local sem estrutura adequada para o atendimento ou para o acolhimento das famílias.

Ainda de acordo com Marisela, a desigualdade era evidente. Enquanto políticos e pessoas ligadas à corrupção mantinham uma vida confortável, a população enfrentava dificuldades para adquirir itens básicos. Produtos como arroz, farinha de milho, frango ou carne eram considerados luxo, e havia meses em que não era possível consumir esse tipo de alimento.

A professora também falou sobre a perda de qualidade na educação, que, segundo ela, passou a formar profissionais sem preparo, como forma de manter o controle político. Atualmente, conforme relatou, o salário de um professor na Venezuela é de cerca de 130 bolívares a cada 15 dias, valor que, segundo ela, equivale a aproximadamente R$ 2,00 no Brasil.

Para Marisela, a prisão de Nicolás Maduro simboliza o fim de um período marcado por fome, doenças e falta de perspectivas. Ela afirmou que muitos venezuelanos deixaram o país não por escolha, mas por necessidade, diante da pior crise social e econômica já vivida pela população.

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