Entenda motivos dos bombardeios no Irã
O objetivo central foi eliminar a capacidade de enriquecimento de urânio do Irã e impedir que o regime desenvolva armas nucleares, diz Trump


O presidente Donald Trump afirmou neste domingo (1º) que 48 líderes iranianos foram mortos em bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o país, classificando a ofensiva como “muito positiva” e um “sucesso total”.
Segundo declarações do presidente à Fox News, “ninguém consegue acreditar no sucesso que estamos tendo; 48 líderes se foram de uma só vez. E as coisas estão avançando rapidamente”. Trump reivindicou que a guerra, lançada no sábado com o objetivo de remover a liderança da república islâmica e destruir suas forças militares, está “adormecida em relação ao cronograma” e evoluindo de forma “muito positiva”.
Essas declarações ocorreram antes do anúncio de baixas militares americanas, com três membros do serviço não identificados mortos e outros feridos, além do afundamento de um navio de guerra iraniano no Golfo de Omã.
Em outra entrevista à CNBC, Trump reforçou que a ação é realizada “não apenas por nós, mas pelo mundo”. Em publicações na rede social Truth Social, o presidente também comemorou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, descrevendo-o como “uma das pessoas mais perversas da história” e afirmando que sua eliminação representa “justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”.
Trump também declarou que os ataques contra o Irã continuarão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
Contudo, um dia após os ataques que ampliaram a tensão na região, o presidente dos Estados Unidos, em entrevista à revista “The Atlantic”, revelou que aceitou abrir diálogo com a nova liderança persa, que demonstrou interesse em retomar as negociações. “Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou falar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, declarou Trump, sem detalhar quando a conversa ocorreria.
Ele também mencionou que parte dos negociadores iranianos envolvidos nas tratativas recentes morreu nos ataques, descrevendo o ocorrido como “um grande golpe”. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, comunicou ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã está aberto a esforços de desescalada após os ataques. Albusaidi, por sua vez, pediu um cessar-fogo e o retorno ao diálogo, com Omã atuando como mediador nas negociações nucleares entre os dois países.
VEJA ABAIXO OS MOTIVOS DESTE CONFLITO INTERNACIONAL
Os Estados Unidos, em coordenação com Israel, realizaram ataques massivos contra o Irã em 28 de fevereiro de 2026. De acordo com declarações do governo de Donald Trump, os principais motivos para a ofensiva militar foram:
- Destruição do Programa Nuclear: O objetivo central foi eliminar a capacidade de enriquecimento de urânio do Irã e impedir que o regime desenvolva armas nucleares. Trump afirmou que o país havia rejeitado oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares.
- Mudança de Regime: Analistas e declarações oficiais indicam que a intenção da operação é remover o atual governo islâmico (liderado pelo Aiatolá Ali Khamenei) e alterar a liderança do país.
- Eliminação de Ameaças Iminentes: O presidente americano justificou os bombardeios como uma medida para “defender o povo americano” contra ameaças do governo iraniano.
- Fragilização Militar Regional: O ataque visou reduzir a capacidade do Irã de projetar poder no Oriente Médio, protegendo aliados estratégicos como Israel e Arábia Saudita. Foram alvejadas instalações militares, centros de mísseis e a marinha iraniana.
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