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Adolescente agride cuidadora com cabeçada em casa de acolhimento de Limeira

Funcionária relata também ter sido atingida por um pedaço de madeira durante discussão


Por Rafael Coelho Publicado 20/03/2026
Adolescente agride cuidadora com cabeçada em casa de acolhimento de Limeira
Ocorrência foi registrada no Plantão Policial de Limeira - Foto: Rafael Coelho

Uma cuidadora de 35 anos foi agredida por um adolescente de 13 anos em uma casa de acolhimento institucional localizada na Vila Santa Josefa, em Limeira (SP). O episódio aconteceu na tarde da quarta-feira (18), por volta das 16h, e mobilizou equipes da Polícia Militar (PM).

Segundo o registro da ocorrência, os policiais foram acionados para atender a um chamado informando que um adolescente acolhido na instituição estaria agredindo uma funcionária. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o jovem exaltado e se preparando para dar um soco na cuidadora, sendo necessária a intervenção para interromper as agressões.

A vítima relatou que o adolescente a atingiu com cabeçadas no rosto e também utilizou um pedaço de madeira para atacá-la, golpe que teria atingido sua mão direita. Durante a confusão, o jovem também ficou com arranhões no pescoço, que teriam ocorrido quando a cuidadora tentou se defender.

De acordo com os relatos apresentados, a discussão começou depois que o adolescente não teria atendido à orientação para sair de uma cama utilizada por outros acolhidos, já que estava com o corpo molhado. O jovem teria pedido roupas limpas, mas o pedido não foi atendido porque, segundo a instituição, ele costuma trocar peças de vestuário por entorpecentes.

Outras duas cuidadoras que estavam no local confirmaram a versão apresentada à equipe policial.

Após a intervenção, o adolescente e a vítima foram levados para atendimento médico e, em seguida, encaminhados ao Plantão Policial para registro da ocorrência.

A cuidadora afirmou que vive no mesmo imóvel que o adolescente, utilizado como residência de acolhimento, há cerca de três meses. Ela também relatou ter sido ameaçada durante o episódio, dizendo que o jovem afirmou que retornaria para matá-la. Ainda segundo a funcionária, o adolescente já teria dirigido ofensas contra outras cuidadoras e apresentado comportamentos semelhantes anteriormente.

A responsável legal pelo adolescente, uma assistente social, informou que ele recebe acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e faz uso de medicação controlada, mas não possui diagnóstico de doença mental. Segundo ela, o jovem convive com outros adolescentes envolvidos em atos infracionais e representa risco para outras crianças, adolescentes e funcionários da instituição, citando episódios anteriores de violência e resistência ao cumprimento de regras.

O adolescente foi ouvido na presença da responsável legal e admitiu ter dado cabeçadas na cuidadora. Ele também confirmou que pegou um pedaço de madeira durante a discussão, embora tenha negado ter atingido a funcionária com o objeto.

Foi solicitado exame de corpo de delito para apurar as lesões. Diante da situação e da gravidade do episódio, foi determinada a apreensão do adolescente e comunicados os órgãos responsáveis para as medidas previstas na legislação.

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