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Advogado diz que idoso viajou a Ribeirão Preto para tratamento inexistente antes de confusão em Limeira

Advogado afirma que paciente viajou a Ribeirão Preto para tratamento que não existia e voltou sem atendimento; Polícia Militar foi acionada após confusão no Hapvida


Por Rafael Coelho Publicado 06/10/2025

Um idoso de 63 anos, identificado como Aldo, se envolveu em um desentendimento com funcionários do hospital Hapvida, em Limeira (SP), na manhã desta segunda-feira (6). Segundo informações da Polícia Militar (PM), ele portava uma pistola de airsoft no momento da confusão, o que levou a equipe médica a acionar as autoridades.

O advogado Vitor Vicente, que acompanha o caso, conversou com o repórter Carlos Gomide e relatou que o episódio teria começado após uma falha no atendimento. De acordo com o defensor, Aldo sofre de graves problemas na coluna, já passou por diversas cirurgias e tem um aparelho implantado próximo à medula óssea.

“Hoje o Sr. Aldo precisou ir até Ribeirão Preto (SP) para fazer um tratamento. Segundo informações que a gente obteve, o pessoal da Hapvida pediu para que ele fosse até lá, mas, quando chegou, não havia nenhum atendimento agendado. Mandaram ele voltar para Limeira, e aqui ninguém soube informar nada sobre o tratamento ou os medicamentos”, contou o advogado.

De volta à unidade de Limeira, o idoso, já debilitado e com dores intensas, tentou buscar explicações com a equipe do hospital. “Por conta disso parece que houve um desentendimento entre ele e os atendentes, que se sentiram ameaçados e chamaram a PM”, afirmou Vicente.

Questionado sobre a arma, o advogado disse que, segundo a polícia, Aldo estava com uma pistola de airsoft, mas ainda não há confirmação se ele chegou a ameaçar alguém. “A princípio existe essa informação, mas não sabemos se de fato houve a apresentação da arma”, explicou.

O advogado relatou ainda que o idoso estava em estado físico delicado, tremendo e com fortes dores, sem conseguir caminhar. A Polícia Militar cogitou levá-lo à Santa Casa, mas optou por realizar o atendimento médico inicial na própria Hapvida, antes de encaminhá-lo ao 1º Distrito Policial (DP) para prestar depoimento.

Além de Aldo, dois atendentes do hospital também devem ser ouvidos na delegacia. “Eles serão conduzidos para esclarecer o que aconteceu, e o delegado vai definir quais medidas tomar”, completou Vicente.

Segundo o advogado, o caso reflete não apenas o estado de saúde e o desgaste emocional do paciente, mas também problemas recorrentes no atendimento do hospital. “É uma soma das duas coisas. Ele tem várias comorbidades, passou por uma viagem longa e dolorosa, e isso pode ter influenciado o nervosismo. Agora é apurar o que realmente ocorreu”, concluiu.

A Polícia Civil deve investigar o episódio para apurar se houve ameaça ou crime e se o idoso responderá por algum tipo de infração. Até o momento, o hospital Hapvida não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

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