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Caso Mônica: júri condena gerente de posto a 34 anos por feminicídio em Limeira

Corpo da vítima foi encontrado na LIM-391; réu confessou o crime e já havia sido condenado por manter arsenal em casa


Por Redação Educadora Publicado 28/02/2026
Caso Mônica júri condena gerente de posto a 34 anos por feminicídio
Mônica Matias de Paula tinha 33 anos – Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Americana (SP) condenou um gerente de posto de combustíveis Hélio Leonardo Neto a 34 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio e pela ocultação do cadáver de Mônica Matias de Paula, de 33 anos, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal. O julgamento foi realizado na quinta-feira (26).

Além da pena de reclusão, a sentença determina o pagamento de 20 dias-multa, fixados em três salários mínimos cada, e mais 100 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps), valor que soma cerca de R$ 101,1 mil.

A defesa informou que não se manifestaria sobre a decisão.

O corpo de Mônica foi localizado no dia 15 de março de 2024 por um trabalhador rural, na estrada LIM-391, nas proximidades da Rodovia Anhanguera (SP-330), área rural de Limeira. Dois dias depois, em 17 de março, Hélio, à época com 47 anos, foi preso no estabelecimento onde trabalhava, na Avenida Abdo Najar, em Americana.

Em depoimento prestado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana à época, ele afirmou que já planejava matar a mulher antes do encontro que terminou no crime. Segundo o interrogatório, o acusado contou detalhes da execução e declarou que pretendia “dar fim ao pesadelo que vivia”.

De acordo com o relato, ele contratou um detetive particular para acompanhar a vítima e evitar que sua esposa desconfiasse da relação. Ainda conforme o depoimento, a mulher teria feito ameaças de expor os encontros amorosos.

No dia do crime, ocorrido nas proximidades de um motel em Limeira, Mônica teria demonstrado desconfiança e questionado o acusado. Durante o sufocamento, ela afirmou que sabia que ele poderia agir daquela forma por estar com raiva.

Após o assassinato, o corpo foi deixado nas imediações da empresa Suzano. O celular da vítima foi arremessado pela janela do veículo na Rodovia Anhanguera.

O réu declarou que cometeu o homicídio para encerrar as supostas ameaças de exposição do relacionamento.

O gerente já estava preso temporariamente desde 17 de março pelo homicídio e também teve a prisão preventiva decretada após a apreensão de um arsenal em sua residência, na região da Praia dos Namorados, em Americana.

Caso Mônica: júri condena gerente de posto a 34 anos por feminicídio em Limeira
Arsenal encontrado na residência de Hélio – Foto: Polícia Civil

Na casa onde vivia, no bairro Chácara Mantovani, foram encontradas cerca de 80 armas de fogo — algumas sem registro — e mais de 16 mil munições. Parte do material estava registrada em seu nome, enquanto outras armas pertenciam a colecionador e não tinham regularização.

Ele já havia sido condenado anteriormente a três anos e nove meses de reclusão, em regime inicial aberto, por posse e porte ilegal de armas.

As investigações foram conduzidas pela DIG de Americana, que cumpriu mandados de busca em três endereços até localizar as armas e efetuar a prisão do acusado no posto de combustíveis onde trabalhava.

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