Caso Rafael Horta: inquérito sobre morte de família é arquivado
Ministério Público apontou ausência de indícios de participação de terceiros; crime ocorreu em junho de 2025


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu arquivar o inquérito que investigava a morte do procurador jurídico Rafael Horta, da esposa Cristiane Laurito e do filho do casal, um bebê de dois meses, em Limeira (SP). A confirmação foi feita pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) nesta segunda-feira (23).
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De acordo com a pasta, a investigação foi encerrada após a conclusão de que não há indícios de participação de outras pessoas no caso. O inquérito foi conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Limeira.
A tragédia ocorreu em 6 de junho de 2025, dentro da casa da família no Residencial Roland. Segundo o delegado João Vasconcelos, que participou do início das investigações, as mortes teriam ocorrido antes das 7h da manhã. Os corpos foram encontrados por volta das 11h, quando o pai de Rafael foi até a residência para buscar o neto para uma consulta médica.
Sem receber resposta, ele entrou no imóvel e encontrou os três corpos em um dos quartos da casa, deitados lado a lado na cama.
Investigação e decisão judicial
O caso passou a ser investigado pela polícia, que inicialmente trabalhou com a hipótese de que as mortes teriam sido provocadas por disparos de arma de fogo. Uma arma foi encontrada ao lado da cama, além de três carregadores e 12 munições. Segundo a Polícia Militar (PM), o procurador possuía licença para o armamento.
Durante as investigações, a polícia solicitou autorização judicial para acessar o conteúdo do celular de Rafael Horta, na tentativa de identificar possíveis motivações para o crime. O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça.
De acordo com o delegado Edgar Albanez, responsável pela continuidade do caso, a negativa ocorreu porque o autor das mortes também faleceu, o que levaria ao arquivamento da investigação. Após a decisão, o aparelho foi devolvido à família de Rafael.
Rafael Horta tinha 40 anos e atuava como procurador jurídico da Prefeitura de Limeira e se apresentava como especialista em estratégia e recuperação de ativos, investigação patrimonial e identificação de “laranjas”.
Segundo familiares, ele enfrentava um quadro de depressão e estava afastado das funções havia cerca de 30 dias, por orientação de um médico psiquiatra.
Cerca de três semanas antes da tragédia, o procurador publicou uma mensagem nas redes sociais com uma foto do filho recém-nascido.
Cristiane Laurito tinha 37 anos e trabalhava como servidora concursada da Câmara Municipal de Campinas (SP) desde 2014. Ela ocupava o cargo de coordenadora de execução orçamentária e financeira da Casa.
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