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Três anos do caso Erick: família ainda aguarda por Justiça

Jovem foi morto em um ritual macabro no dia 21 de janeiro de 2023 e envolvidos seguem sem condenação


Por Redação Educadora Publicado 21/01/2026

Após três anos de um crime bárbaro que chocou a cidade de Limeira (SP), a família de Erick Delatore de Araújo, de 16 anos, ainda aguarda por Justiça. O jovem foi morto no dia 21 de janeiro de 2023, após um ritual de magia negra em uma área verde no Jardim Lagoa Nova.

Erick foi morto com 21 facadas, às 21h, no dia 21. O caso, que a princípio foi tratado como um confronto isolado, passou a ser apontado pelas autoridades como um homicídio premeditado envolvendo mais de uma pessoa.

Nos primeiros dias após o crime, um jovem identificado como Samuel se apresentou à polícia e assumiu a autoria do assassinato. Com o avanço das apurações, no entanto, surgiram indícios de que o homicídio teria sido planejado com antecedência e contado com a participação de um jovem conhecido como Thiago, apontado como líder de um suposto terreiro localizado no Jardim Ernesto Kuhl.

De acordo com as investigações, Erick teria manifestado a intenção de se afastar do grupo religioso, o que teria motivado o crime. A apuração revelou que uma emboscada foi organizada, culminando no ataque que resultou na morte do jovem. Em audiência, a promotoria descreveu o episódio como parte de um “ritual macabro”, destacando a repetição simbólica do número 21 — tanto na quantidade de facadas quanto no horário e na data do crime.

O caso também teve reflexos fora dos autos. Em uma das audiências realizadas em junho, no Fórum Spencer Vampré, no Centro de Limeira, a reportagem da Educadora, que acompanhava a chegada de testemunhas, foi hostilizada por familiares de Thiago.

ENVOLVIDOS SEGUEM SEM CONDENAÇÃO

O andamento do processo está temporariamente suspenso enquanto a defesa aguarda o envio dos arquivos de mídia solicitados. Somente após a juntada desse material aos autos será aberto o prazo para a apresentação das alegações finais.

Na segunda-feira (19), o Judiciário autorizou que a Defensoria Pública, responsável pela defesa de Tiago, faça a retirada direta dessas mídias na delegacia, medida que busca dar celeridade ao trâmite.

Com a conclusão dessa etapa, caberá à defesa apresentar suas alegações finais, momento após o qual o processo será encaminhado para decisão judicial que irá definir se os acusados serão pronunciados, ou seja, levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Caso a pronúncia seja determinada, ainda será possível a interposição de recursos. Somente após a decisão se tornar definitiva é que os autos retornarão à 1ª Vara Criminal de Limeira para a marcação da sessão do júri. Enquanto isso, os dois investigados permanecem presos preventivamente, sem prazo definido para soltura.

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