Usamos cookies e outras tecnologias para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Veterinária é presa em Piracicaba por atuar como esteticista e vender remédios para emagrecer sem receita

Clínica funcionava sem alvará e usava produtos sem registro da Anvisa; local foi interditado pela Vigilância Sanitária


Por Rafael Coelho Publicado 22/10/2025
Veterinária é presa em Piracicaba por atuar como esteticista e vender remédios para emagrecer sem receita
Fotos: Divulgação

Uma médica veterinária de 42 anos foi presa em Piracicaba (SP) nesta terça-feira (21), após ser flagrada atuando ilegalmente como esteticista em uma clínica sem autorização de funcionamento e vendendo medicamentos para emagrecimento sem prescrição médica. A ação foi realizada pela Polícia Civil durante a operação “Beleza em Risco”, que investiga práticas clandestinas na área da estética e comércio irregular de remédios.

A prisão aconteceu em um estabelecimento localizado no bairro Vila Boyes, com apoio da Vigilância Sanitária municipal. Segundo as investigações, a mulher não possuía qualificação legal para realizar procedimentos estéticos nem autorização para comercializar medicamentos de uso controlado, como o Mounjaro (Tirzepatida), indicado para tratamento de diabetes e controle de peso. O medicamento só pode ser vendido mediante receita médica com retenção obrigatória.

Durante a abordagem, a investigada admitiu que a clínica funcionava há cerca de um ano sem CNPJ, alvará ou licença sanitária. Ela afirmou atender, em média, 20 pessoas por semana, principalmente mulheres, somando cerca de 80 clientes mensais. Nas redes sociais, a mulher divulgava serviços como aplicação de botox, preenchimentos, bioestimuladores e fios de sustentação (PCL), entre outros procedimentos invasivos.

Com mandado judicial, os agentes da Unidade de Polícia Judiciária (UPJ) realizaram buscas no local e apreenderam materiais e insumos usados em tratamentos estéticos, muitos de origem estrangeira e sem registro da Anvisa. Também foram encontrados instrumentos invasivos sem comprovação de esterilização e agulhas com nomes de clientes, o que indica possível reutilização do material, uma prática considerada de alto risco sanitário.

A veterinária foi presa e deve responder pelos crimes de exercício ilegal da medicina, contrabando, perigo para a vida ou saúde de outrem, comércio de substâncias nocivas à saúde pública e exercício ilegal de profissão, previstos no Código Penal e na Lei de Contravenções Penais.

A Vigilância Sanitária lavrou auto de infração e determinou a interdição total do estabelecimento. Após prestar depoimento, a mulher foi encaminhada à cadeia pública de Piracicaba.

✅ Curtiu e quer receber mais notícias no seu celular? Clique aqui e siga o Canal eLimeira Notícias no WhatsApp.