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Preso por morte em rope jump é suspeito de retirar câmera de jovem após queda

Polícia e MP apontam que ele teria removido equipamento que estava com Maria Eduarda; aparelho segue desaparecido e é considerado peça-chave na investigação


Por Redação Educadora Publicado 23/06/2026
Preso por morte em rope jump é suspeito de retirar câmera de jovem após queda

Um dos três investigados presos na mais recente fase da apuração sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas é suspeito de ter retirado a câmera que a jovem carregava no momento em que foi lançada sem cordas durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público (MP), João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, teria se aproximado da vítima logo após a queda e removido a câmera GoPro que estava em suas mãos. O equipamento ainda não foi localizado e é considerado pelos investigadores uma das principais provas para ajudar a esclarecer o que ocorreu naquele dia.

A suspeita consta no pedido de prisão temporária apresentado à Justiça. De acordo com o MP, João Antônio estava posicionado na base da ponte durante a atividade e exercia uma função operacional no evento. Os promotores afirmam que ele teria condições de perceber eventuais problemas relacionados aos equipamentos utilizados pela vítima e de comunicar a situação à equipe que estava no topo da estrutura.

A delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, informou que uma testemunha relatou ter visto Maria Eduarda segurando a câmera logo após a queda. Conforme o depoimento, segundos depois um homem teria retirado o equipamento.

Ao ser ouvido pela polícia, João Antônio negou a acusação. Segundo a delegada, ele afirmou que apenas se aproximou para verificar os sinais vitais da vítima e que não retirou a câmera. Mesmo assim, diante do relato da testemunha, a Polícia Civil entendeu que a prisão temporária era necessária para aprofundar as investigações.

João Antônio foi preso no último fim de semana durante a segunda fase da operação que apura as responsabilidades pela morte da jovem. Também foram detidos Gabriel Barros Martins, de 30 anos, e Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos.

No caso de Evelyne, apontada como responsável pelo grupo Entre Cordas, o Ministério Público afirma que ela teria excluído uma conta do Instagram ligada à organização logo após a tragédia. Já Gabriel é investigado por ter deixado o local após o acidente sem prestar esclarecimentos imediatos às autoridades.

As defesas contestam as acusações. Os advogados de João Antônio afirmam que ele não participou da execução do salto, prestou socorro à vítima e colaborou com as investigações. A defesa também declarou ter interesse na localização da câmera desaparecida.

A defesa de Evelyne sustenta que ela é inocente e que tem colaborado com a apuração dos fatos desde o início. Já os representantes de Gabriel informaram que irão se manifestar apenas durante o andamento do processo.

Paralelamente a essa investigação, a Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito do caso e indiciou os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves por homicídio com dolo eventual. Os três permanecem presos preventivamente.

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