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Instrutores são indiciados por morte de jovem em salto de rope jump em Limeira

Polícia Civil conclui primeiro inquérito e mantém três investigados presos por homicídio com dolo eventual; novas prisões ampliam apuração do caso


Por Redação Educadora Publicado 23/06/2026
Instrutores são indiciados por morte de jovem em salto de rope jump em Limeira

A Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem de 21 anos que foi lançada sem cordas durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). O resultado da investigação, divulgado nesta segunda-feira (22), apontou o indiciamento de três instrutores que participavam da atividade no momento do acidente.

Foram indiciados por homicídio com dolo eventual — quando a pessoa assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta de matar — Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Os três seguem presos preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos (SP).

Os investigados aparecem em imagens registradas no local no momento em que Maria Eduarda é lançada da ponte. A conclusão da polícia, porém, é contestada pelas defesas.

O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa Luis Felipe e Maicon, afirmou que discorda do enquadramento adotado pela investigação. Segundo ele, o caso deve ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

“A prática era realizada por um grupo idôneo e o ocorrido foi uma fatalidade inexplicável. Eles jamais tiveram a intenção ou sequer correram o risco de matar”, declarou.

Já os advogados Jader Santos e Olga Popoviche, responsáveis pela defesa de Vitor, informaram que receberam a notícia do indiciamento com cautela. Eles afirmam que ainda não tiveram acesso integral ao inquérito e aos elementos reunidos durante a investigação.

Em nota, a defesa destacou que possui divergências técnicas sobre a caracterização do dolo eventual e que a discussão será apresentada no decorrer do processo, após a análise completa das provas.

Novas prisões

Paralelamente ao primeiro inquérito, a Polícia Civil instaurou uma segunda investigação para apurar a participação de outras pessoas ligadas ao grupo organizador dos saltos.

Como resultado dessa nova etapa, três suspeitos foram presos no último sábado (20), após decisão da Justiça atendendo a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). As prisões ocorreram em Limeira, Indaiatuba e no Rio de Janeiro.

Os detidos são Gabriel Barros Martins, de 30 anos, João Antônio Pivetta Ribeiro, de 35, e Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43.

De acordo com a polícia, os três estavam na Ponte do Esqueleto no dia da morte de Maria Eduarda e teriam participação indireta nos fatos investigados.

Durante o fim de semana, um dos presos prestou depoimento à polícia, enquanto outro optou por permanecer em silêncio. Já Evelyne, que havia sido ouvida logo após o acidente, deverá passar por um novo interrogatório nesta terça-feira (23).

A delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, informou que outros dois integrantes do grupo Entre Cordas continuam em liberdade. Segundo ela, ambos permaneceram no local após o acidente, ajudaram nos primeiros socorros e não tentaram deixar a cena ou alterar a própria identificação.

As investigações apontam ainda que um deles acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e permaneceu ao lado da testemunha que tentava reanimar Maria Eduarda até a chegada do socorro.

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