Usamos cookies e outras tecnologias para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Em carta, suspeito preso por morte em salto de rope jump diz que não retirou câmera da vítima

João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva afirma que equipamento pode esclarecer o caso e pede ajuda para localizá-lo


Por Redação Educadora Publicado 26/06/2026

Preso nas investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem que caiu da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), durante um salto de rope jump sem estar presa à corda de segurança, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva divulgou uma carta na qual nega ter retirado a câmera que estava com a vítima. O equipamento, que ainda não foi localizado, é apontado pela Polícia Civil como uma peça importante para esclarecer a dinâmica do acidente.

O documento foi divulgado pela defesa do investigado ao eLimeira. Na carta, João pede que imagens gravadas no dia do salto sejam analisadas e solicita a colaboração de pessoas que estavam no local para ajudar a encontrar a câmera.

Segundo ele, o equipamento poderá esclarecer o que aconteceu após a queda da jovem. No texto, João também afirma que trabalhava no evento apenas na parte inferior da ponte, onde era responsável por soltar a corda para que os participantes retornassem caminhando após os saltos.

Ainda de acordo com o relato, no momento do acidente ele atendia outro cliente quando ouviu o barulho da queda de Maria Eduarda. O suspeito diz que correu até a vítima, verificou que ela ainda apresentava batimentos cardíacos e respirava, e acionou, por rádio, um colega que seria bombeiro para prestar os primeiros socorros.

O nome de João aparece em um dos pedidos de prisão temporária apresentados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público à Justiça. No documento, ele é citado como suspeito de ter retirado a câmera que estava com Maria Eduarda após o acidente.

A Polícia Civil confirmou que a prisão temporária de João foi prorrogada por mais 30 dias.

Enquanto isso, o inquérito principal já resultou no indiciamento dos instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves por homicídio com dolo eventual. A decisão foi anunciada pela Polícia Civil na última segunda-feira (22).

Além desse procedimento, um segundo inquérito foi instaurado para apurar a conduta de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, Evelyne dos Santos Gonçalves e Gabriel Barros Martins, presos no último fim de semana no decorrer das investigações sobre a morte da jovem.

CONFIRA A CARTA NA ÍNTEGRA

Declaração à imprensa

Eu João Antonio Pivetta venho através dessa carta prestar a minha versão. Eu estava prestando um serviço (bico) para a empresa ‘Entre Cordas’ sem saber que a empresa era clandestina.

Eu fiquei apenas na parte de baixo da ponte e eu apenas soltava a corda para a pessoa subir a pé. No momento do ocorrido eu estava soltando outro cliente quando ouvi o barulho e corri até a Maria Eduarda.

Eu coloquei a mão no pescoço e vi que tinha batimento cardíaco e respiração então eu chamei ajuda no rádio, ‘Pede para o [nome de colega] descer aqui para fazer massagem cardíaca pois ele é bombeiro’.

Depois da segunda vez que eu pedi o rádio o [nome de colega] desceu rápido no rapel e foi até a Maria Eduarda eu não vi o que ele fez pois a enfermeira estava descendo eu sinalizei o local.

Muita gente desceu até o local nesse momento, [nomes dos colegas]. Para a enfermeira fazer a massagem cardíaca, eu abri o mosquetão que ficava sobre o peito da Maria Eduarda na frente da enfermeira.

Eu venho pedir a ajuda da mídia para investigar as imagens e descobrir onde está essa câmera, pois essa câmera vai esclarecer o que houve após o salto.

Peço também a ajuda de quem estava na ponte no dia pois as gravações no dia podem ajudar a esclarecer os fatos. Eu sou um pai comum que prestava serviço para complementar a renda para pagar as contas.

Mais pessoas que estavam ajudando na ponte viram eu ajudando as viaturas e os resgates a chegarem no local, a desatolar a ambulância dos bombeiros. Peço a ajuda desses bombeiros para falar que eu fiquei no local ajudando as equipes de resgate.

Peço a ajuda do policial que me liberou para ir embora no dia.

Eu presto meus sentimentos à família da Maria Eduarda. Eu sou apenas um trabalhador comum, apenas um pai pedindo a ajuda de vocês.

Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte, [nome do colega], porque desceu muito rápido não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. [Nome do colega] porque ele estava embaixo e [nome do colega] pediu para ele subir para a parte de cima da ponte por rádio.

Por favor ajudem a achar essa câmera.

Como as reportagens disseram que mochilas foram levadas até os carros por outros membros da entre cordas pode ser que a câmera esteja dentro de alguma mochila dentro de algum carro, porém peço a ajuda de vocês.

Sou apenas um ser humano comum que trabalha e tenta fazer uma renda a mais para pagar as contas e educar os filhos.”

✅ Curtiu e quer receber mais notícias no seu celular? Clique aqui e siga o Canal eLimeira Notícias no WhatsApp.