Ricardo Salles diz que economia pode “explodir” após eleições
Em entrevista ao programa Meio Dia, deputado federal e candidato ao Senado por São Paulo criticou a política econômica do governo Lula e afirmou que 2027 será “muito pior”
O deputado federal Ricardo Salles (NOVO-SP), ex-ministro do Meio Ambiente no governo Jair Bolsonaro e candidato ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano, afirmou que a economia brasileira poderá enfrentar uma forte deterioração após o período eleitoral. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Meio Dia, nesta terça-feira (18), em um trecho no qual o parlamentar fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Salles, o governo estaria mantendo a economia aquecida por meio da injeção de recursos e do aumento do desequilíbrio fiscal. Na avaliação apresentada pelo deputado, essa estratégia estaria contribuindo para o aumento do endividamento da população e para a perda de credibilidade na capacidade de pagamento do governo.
“O PT está quebrando o Brasil e era esperado. É um governo de gente incompetente, corrupta e que se espelha nos piores exemplos do mundo inteiro”, afirmou.
Salles também relacionou a situação fiscal aos juros no país. Segundo ele, o risco associado ao financiamento do governo contribui para a cobrança de taxas mais elevadas. O deputado citou a taxa de juros de 14% ao defender sua avaliação sobre o cenário econômico.
Durante a entrevista, o candidato ao Senado também criticou a condução econômica do governo e atribuiu responsabilidades ao presidente Lula, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e à ministra do Planejamento, Simone Tebet.
Para Salles, medidas adotadas pelo governo teriam como objetivo manter a atividade econômica aquecida até as eleições. Ele classificou essas ações como “demagogia”, “populismo” e “medidas eleitoreiras”.
Previsão de piora em 2027
O deputado afirmou ainda que espera uma situação econômica mais grave em 2027. Segundo ele, os efeitos das medidas adotadas atualmente deverão aparecer depois das eleições.
“Eu não tenho a menor dúvida de que em 2027 será muito pior”, declarou.
Na sequência, Salles afirmou que a situação poderia se deteriorar ainda no fim deste ano ou, no máximo, até a metade do próximo, caso o cenário descrito por ele se confirme.
O parlamentar também disse que os agentes econômicos não seriam convencidos pelas medidas adotadas pelo governo e argumentou que os indicadores econômicos acabariam demonstrando os efeitos da política fiscal.
“Os agentes econômicos não se convencem com enganação. O número é inexorável, você não consegue fugir dos números”, afirmou.
Salles concluiu o trecho da entrevista dizendo que o governo estaria evitando que os efeitos negativos aparecessem antes das eleições e que, posteriormente, a situação poderia se agravar.
✅ Curtiu e quer receber mais notícias no seu celular? Clique aqui e siga o Canal eLimeira Notícias no WhatsApp.



