Ricardo Salles diz que economia pode “explodir” após eleições

Em entrevista ao programa Meio Dia, deputado federal e candidato ao Senado por São Paulo criticou a política econômica do governo Lula e afirmou que 2027 será “muito pior”


Por Rafael Coelho Publicado 18/08/2026

O deputado federal Ricardo Salles (NOVO-SP), ex-ministro do Meio Ambiente no governo Jair Bolsonaro e candidato ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano, afirmou que a economia brasileira poderá enfrentar uma forte deterioração após o período eleitoral. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Meio Dia, nesta terça-feira (18), em um trecho no qual o parlamentar fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Salles, o governo estaria mantendo a economia aquecida por meio da injeção de recursos e do aumento do desequilíbrio fiscal. Na avaliação apresentada pelo deputado, essa estratégia estaria contribuindo para o aumento do endividamento da população e para a perda de credibilidade na capacidade de pagamento do governo.

“O PT está quebrando o Brasil e era esperado. É um governo de gente incompetente, corrupta e que se espelha nos piores exemplos do mundo inteiro”, afirmou.

Salles também relacionou a situação fiscal aos juros no país. Segundo ele, o risco associado ao financiamento do governo contribui para a cobrança de taxas mais elevadas. O deputado citou a taxa de juros de 14% ao defender sua avaliação sobre o cenário econômico.

Durante a entrevista, o candidato ao Senado também criticou a condução econômica do governo e atribuiu responsabilidades ao presidente Lula, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e à ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Para Salles, medidas adotadas pelo governo teriam como objetivo manter a atividade econômica aquecida até as eleições. Ele classificou essas ações como “demagogia”, “populismo” e “medidas eleitoreiras”.

Previsão de piora em 2027

O deputado afirmou ainda que espera uma situação econômica mais grave em 2027. Segundo ele, os efeitos das medidas adotadas atualmente deverão aparecer depois das eleições.

“Eu não tenho a menor dúvida de que em 2027 será muito pior”, declarou.

Na sequência, Salles afirmou que a situação poderia se deteriorar ainda no fim deste ano ou, no máximo, até a metade do próximo, caso o cenário descrito por ele se confirme.

O parlamentar também disse que os agentes econômicos não seriam convencidos pelas medidas adotadas pelo governo e argumentou que os indicadores econômicos acabariam demonstrando os efeitos da política fiscal.

“Os agentes econômicos não se convencem com enganação. O número é inexorável, você não consegue fugir dos números”, afirmou.

Salles concluiu o trecho da entrevista dizendo que o governo estaria evitando que os efeitos negativos aparecessem antes das eleições e que, posteriormente, a situação poderia se agravar.

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