Agosto Lilás reforça proteção a mulheres vítimas de violência em Limeira

Rede Elza Tank reúne serviços de assistência, saúde, educação e segurança; município também oferece Botão do Pânico, atendimento pelo WhatsApp e canais de denúncia


Por Redação Educadora Publicado 22/08/2026
Agosto Lilás reforça proteção a mulheres vítimas de violência em Limeira
Foto: Secom

Durante o Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, Limeira (SP) reforça os serviços de prevenção, orientação e atendimento disponíveis para mulheres em situação de violência. A Rede Elza Tank reúne serviços públicos de diferentes áreas para oferecer acolhimento, orientação e encaminhamento às vítimas.

Coordenada pela Secretaria de Proteção Social (Seprosom), a rede integra ações das áreas de Assistência Social, Saúde, Educação, garantia de direitos e Segurança Pública. A proposta é permitir que a mulher procure ajuda no serviço em que se sentir mais segura, como unidades de saúde, hospitais, escolas, CRAS, CREAS ou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Após o primeiro atendimento, a vítima recebe orientação e pode ser encaminhada aos serviços necessários de acordo com cada situação.

Segundo a coordenadora de Políticas Públicas Socioassistenciais para Mulheres e da Rede Elza Tank, Patrícia Helena Viena da Silva, o acesso à informação e aos serviços de apoio é parte do enfrentamento à violência.

“A violência contra a mulher pode ser enfrentada com o apoio de uma rede de atendimento. A Rede Elza Tank reúne serviços e profissionais preparados para acolher, orientar e proteger, fortalecendo caminhos para que cada mulher possa buscar ajuda e romper com a violência”, afirma.

Botão do Pânico

Entre os recursos disponíveis está o Botão do Pânico, implantado em Limeira em 2016. O dispositivo é concedido por determinação judicial a mulheres que possuem medida protetiva e estão sob risco de novas agressões.

Quando acionado, o equipamento estabelece contato direto com o Centro de Operações da Guarda Civil Municipal e transmite a localização da vítima, seus dados e o áudio do ambiente em tempo real. A partir do alerta, uma equipe é deslocada para realizar o atendimento.

O projeto leva o nome de Priscila Munhoz, vítima de feminicídio em Limeira em 2013. A iniciativa busca reforçar a proteção prevista nas medidas protetivas e contribuir para a prevenção de novos episódios de violência doméstica.

De acordo com as informações divulgadas pelo município, ao longo dos dez anos de utilização do dispositivo não houve registro de feminicídio entre as mulheres que utilizavam o Botão do Pânico.

Atendimento pelo WhatsApp

Outra opção de acesso às informações é a Lia por Elas, ferramenta de inteligência artificial disponível pelo WhatsApp no número (19) 98416-0156.

O atendimento permite que mulheres em situação de violência obtenham, por texto ou áudio, informações sobre os serviços que integram a Rede de Proteção à Mulher, sem a necessidade de deslocamento até um posto de atendimento.

Canais de denúncia

Mulheres que estejam em situação de violência podem procurar ajuda pelos seguintes canais:

  • Disque 180: Central de Atendimento à Mulher;
  • 153: Guarda Civil Municipal;
  • 190: Polícia Militar.

Programação do Agosto Lilás

Durante agosto, também estão previstas rodas de conversa e palestras em CRAS, CREAS e organizações da sociedade civil (OSCs) de Limeira.

No dia 28 de agosto, às 9h, será realizada a palestra “Como construir uma masculinidade saudável”, com a defensora pública Talissa Gobetti Correia. A atividade ocorrerá no NAC (Núcleo de Atendimento ao Cidadão) e será gratuita.

O encontro terá como temas a prevenção da violência, a igualdade de gênero e a construção de relações mais respeitosas. As inscrições são feitas por meio de formulário on-line.

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