“Empresas brasileiras estão indo para o Paraguai”, diz Mario Frias
Em entrevista ao programa Meio Dia, deputado federal e candidato à reeleição afirmou que o país vive um momento “muito sensível” e relatou preocupação com endividamento e fechamento de comércios
O deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro e candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, afirmou que o Brasil vive um momento “muito sensível” e criticou o cenário econômico e jurídico do país. As declarações foram feitas durante participação no programa Meio Dia desta sexta-feira (28).
Frias afirmou que esta eleição não deve ser vista apenas como uma escolha para a Presidência da República. Segundo ele, o resultado também terá impacto sobre cargos importantes do Judiciário, que, em sua avaliação, poderão influenciar decisões futuras no país.
“A gente está em um momento muito sensível no Brasil e não é só uma eleição presidencial. É uma decisão que vai alterar entre 30 cargos importantes no Judiciário”, afirmou.
Durante a entrevista, o deputado também relatou o que classificou como um cenário de insegurança jurídica. Segundo ele, pessoas com quem conversa demonstram preocupação e algumas empresas brasileiras estariam transferindo suas operações para o Paraguai.
Frias também falou sobre o custo de vida e o impacto da situação econômica no orçamento das famílias. Ele citou visitas a comércios de diferentes cidades e afirmou ter encontrado estabelecimentos fechados e pessoas endividadas.
Na avaliação apresentada pelo deputado, a perda do poder de compra ocorre de maneira gradual, à medida que o salário deixa de ser suficiente para manter o mesmo padrão de consumo. Ele usou como exemplo uma pessoa que recebe seu salário mensalmente e costuma gastar entre R$ 600 e R$ 700 em compras.
Segundo Frias, quando o dinheiro já não é suficiente para adquirir os mesmos produtos, o consumidor passa a substituir itens por alternativas mais baratas. “Se não comer picanha, come abóbora, se não dá para comprar a maçã, compra a banana”, disse.
O deputado concluiu afirmando que esse processo não ocorre de forma imediata, mas vai afetando progressivamente a rotina financeira das pessoas. “Então, não é de uma vez que isso acontece, isso vai piorando a vida das pessoas”, declarou.
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