Homem é preso após ameaças contra companheira no Jd. Cavinato, em Limeira

Mulher de 39 anos relatou empurrões, ofensas e ameaças de morte durante conflitos na residência do casal, no Jardim Cavinato; prisão em flagrante foi registrada pela polícia


Por Rafael Coelho Publicado 28/09/2026
Homem é preso após ameaças contra companheira no Jd. Cavinato, em Limeira
Ocorrência foi registrada no Plantão Policial de Limeira - Foto: Rafael Coelho

Um homem de 39 anos foi preso em flagrante após uma ocorrência de violência doméstica contra a companheira, também de 39 anos, na tarde deste domingo (27), em uma residência da Rua Samuel Gonçalves de Mello, no Jardim Cavinato, em Limeira (SP). A Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada por volta das 15h50 e encontrou o casal no endereço.

Segundo o relato da mulher, os desentendimentos entre os dois já vinham acontecendo havia cerca de cinco meses e continuaram naquele domingo. Ela contou que, ao chamar o companheiro para se deitar, foi empurrada com o braço e a perna, sentindo dores, mas sem apresentar marcas aparentes.

Ainda conforme o relato, o homem teria passado a xingá-la e feito ameaças de morte. A mulher afirmou que vinha sofrendo também com socos, chutes e empurrões durante o período de convivência, além de humilhações relacionadas ao peso e à sua dignidade pessoal. Segundo ela, esse tipo de comportamento teria se intensificado durante a semana dos fatos.

A mulher contou ainda que o companheiro teria gritado com seu filho de quatro anos e que, ao intervir, voltou a ser ofendida e ameaçada. Ela relatou ter enfrentado crises de ansiedade e fazer acompanhamento pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), associando o sofrimento emocional aos conflitos vividos no relacionamento. Também informou ter comentado episódios anteriores com pessoas próximas, que poderão ser ouvidas durante a investigação.

As guardas municipais que atenderam a ocorrência relataram ter recebido da mulher informações sobre os empurrões, as ofensas e as ameaças. Uma das agentes afirmou ainda que o homem teria admitido, no local, ter feito ameaças e usado palavras ofensivas. As GCMs, porém, não presenciaram diretamente todos os fatos relatados pela mulher.

Em sua versão, o homem disse que havia consumido bebidas alcoólicas e entorpecentes e atribuiu o início dos desentendimentos à companheira. Ele afirmou que procurava se afastar das discussões, mudando de cômodo ou deitando-se no chão. Também relatou conflitos relacionados a despesas da casa, ciúmes e uma situação ocorrida cerca de um mês antes, quando, segundo ele, teria sido deixado trancado na residência e precisado chamar a polícia. Ele negou ter tocado nos filhos da companheira e indicou um primo, que mora ao lado, como possível testemunha da convivência.

O atendimento médico realizado após a ocorrência não apontou lesões aparentes. Com isso, os empurrões relatados foram registrados, neste momento, como uma agressão sem lesão constatada. Já as ameaças de morte e os relatos de humilhações e sofrimento emocional também foram considerados na decisão pela prisão em flagrante.

O delegado solicitou à Justiça que a prisão seja convertida em preventiva e também pediu medidas para impedir a aproximação e o contato do homem com a mulher, além do afastamento da residência. O pedido deverá ser analisado judicialmente. O boletim também registra uma investigação anterior por receptação, sem indicação, no documento apresentado, de condenação definitiva. Outras informações sobre supostas passagens criminais mencionadas pelo próprio homem ainda precisam ser confirmadas.

O caso foi encaminhado para as providências judiciais, incluindo a realização de audiência de custódia. A investigação deverá ainda ouvir pessoas indicadas pelos envolvidos e verificar outros episódios mencionados durante os depoimentos.

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