Mulher é presa em Limeira com ‘dry’: entenda porque nova droga é ainda mais nociva ao cérebro
Ela foi submetida a exame de corpo de delito na UPA do bairro Aeroporto e, posteriormente, conduzida ao Plantão Policial


Uma mulher foi presa por tráfico de drogas neste sábado (26), na Rua 8 de Março, no bairro Ernesto Kuhl, em Limeira.
Entre vários outros tipos de entorpecentes que ela portava, o chamado ‘dry’ ou ‘super maconha’ é um dos mais procurados hoje por consumidores.
Médicos alertam, porém, para riscos. A droga “dry” é um derivado altamente concentrado da maconha, produzido pela separação mecânica dos tricomas da cannabis, resultando em uma resina muito potente com níveis de THC que podem ultrapassar 40% a 60%.
O cérebro humano possui receptores específicos (CB1 e CB2) para canabinoides. Quando esses receptores são inundados por uma dose maciça de THC, como ocorre no uso do Dry, o sistema de recompensa é sobrecarregado. Isso pode gerar:
- Psicose Tóxica: episódios agudos onde o paciente perde o contato com a realidade.
- Crises de Pânico Severas: a alta dosagem de THC é frequentemente associada a quadros de ansiedade paralisante e taquicardia.
- Déficit Cognitivo: uso frequente compromete a memória de curto prazo, o foco e a capacidade de tomada de decisão.
- Riscos Cardiovasculares e Respiratórios: uma substância fumada em altas concentrações, o impacto no sistema cardiorrespiratório é imediato.
MULHER PRESA


A equipe realizava patrulhamento durante a Operação Impacto no bairro Ernesto Kuhl quando avistou, todavia, a indiciada colocando uma sacola plástica de cor preta embaixo de um trailer de lanches, próximo à roda.
Ao perceber a presença da viatura policial, ela se afastou do local, sendo acompanhada e abordada em frente ao numeral 162.
Durante a abordagem, no entanto, foi localizada em sua posse a quantia de R$ 90 em cédulas trocadas.
Em seguida, ao ser verificada a sacola que havia sido colocada embaixo do trailer, foram localizados em seu interior 05 porções de “dry”, 39 porções de cocaína em saquinho ziplock, 75 eppendorfs contendo cocaína e 39 porções de maconha.
Indagada a respeito dos entorpecentes, a indiciada nada declarou. Foi informado que ela possui passagem criminal pelo mesmo delito.
Diante dos fatos, foi dada voz de prisão à indiciada. Ela foi submetida a exame de corpo de delito na UPA do bairro Aeroporto e, posteriormente, conduzida ao Plantão Policial, onde os fatos foram apresentados à autoridade policial de plantão, que lavrou o boletim de ocorrência referente ao tráfico de drogas, permanecendo a indiciada presa à disposição da Justiça.
As informações divulgadas pela PM observam, porém, os parâmetros estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), preservando a identidade dos envolvidos.
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