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Com escassez, Saúde fará campanha para ‘uso racional’ de oxigênio em pacientes de Covid, diz Queiroga

Segundo Queiroga, a pasta também está trazendo 13 caminhões-tanque do Canadá -de ao menos 50 que seriam necessários- para ajudar no transporte de oxigênio entre estados


Por Folhapress Publicado 29/03/2021
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em meio à escassez de oxigênio em algumas regiões do país, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta segunda (29) que pretende fazer uma campanha junto a profissionais de saúde para que haja uso “racional” do insumo em pacientes com Covid-19. O ministro disse que convidou Carlos Carvalho, professor titular de cardiopneumologia da Universidade de São Paulo, para trabalhar junto à pasta em protocolos assistenciais, entre eles o de racionalizar o oxigênio.

“Todos sabemos que muitas pessoas chegam aos hospitais, e aí, às vezes, a primeira providência é colocar o oxigênio nasal em quem não precisa de oxigênio. Então, vamos tentar economizar. Vamos fazer uma grande campanha junto aos profissionais de saúde para o uso racional do oxigênio.” A declaração ocorreu em audiência no Senado, a primeira no Congresso desde que ele assumiu o cargo, em cerimônia fechada e fora da agenda.

Segundo Queiroga, a pasta também está trazendo 13 caminhões-tanque do Canadá -de ao menos 50 que seriam necessários- para ajudar no transporte de oxigênio entre estados. Também negocia com a indústria um aumento na fabricação de cilindros.

“O principal problema é levar o oxigênio até o destino. Esse oxigênio geralmente é levado em caminhões, caminhões-tanques. A capacidade do Brasil de caminhões não é elevada, é a capacidade que existe para suprir o mercado brasileiro em condições normais, não é a capacidade para suprir o Brasil numa condição pandêmica”, disse.

O ministro também voltou a frisar a meta de vacinar 1 milhão de pessoas ainda no início de abril contra a Covid. Segundo ele, a previsão já está “prestes a ser atingida”. Ele admite, no entanto, que a pasta ainda terá dificuldades na distribuição das doses necessárias caso queira acelerar de fato a vacinação contra a Covid. “O Brasil já providenciou 535 milhões de doses de vacinas. Os maiores fornecedores são Butantan e Fiocruz, e além deles temos outras indústrias que já contratamos. Só que essas vacinas estão postas mais para o final do ano. Qual o nosso problema? Vacina para os três meses que se seguem para conseguirmos atingir a meta de vacinação “, disse, sem detalhar o cronograma.

O ministro disse ainda ter conversado com o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Forster, para verificar a possibilidade de fazer uma “permuta” de doses com o país. Ele não deu detalhes da iniciativa.
“Falei com o embaixador e há possibilidade de fazermos permuta para termos antecipação de doses seja do Covax facility ou outras formas de vacinação”, disse.

Ao comentar propostas de empresários para obter vacinas, Queiroga disse que a pasta “não vai colocar qualquer tipo de óbice para ampliar a vacinação”. O ministro afirmou que tem se encontrado com representantes da iniciativa privada para conversar sobre o assunto. O tema, no entanto, é alvo de polêmica entre especialistas, que temem que a medida dê privilégio a alguns setores.

“A iniciativa privada tem se apresentado, alguns querem doar tudo o que conseguir, alguns querem doar metade, e o restante vacinar seus trabalhadores. São posições legítimas, embora algumas precisam de ajustes regulatórios… O Ministério da Saúde não vai colocar qualquer tipo de óbice para ampliar a vacinação”, disse.

Queiroga também voltou a fazer um apelo para que a população use máscaras e afirmou que impôs que todos os servidores da pasta usassem a proteção. “Nós estamos como estamos porque as medidas que deveriam ser colocadas em prática foram colocadas parcialmente. A gente não valoriza o uso de máscara, mas o uso de máscara tem quase que o efeito de vacinar a população brasileira.”

Além disso, o ministro disse que outras medidas devem ser tomadas, como o distanciamento entre as pessoas. Ele defendeu ainda a necessidade de ter uma política em relação ao distanciamento no transporte público e aumento na testagem da população.

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