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Violência em escolas: professores de Limeira relatam drama e temem por segurança

Uma pesquisa feita pela Unicamp contabilizou 23 registros de ataques com violência extrema em escolas no Brasil nos últimos 20 anos


Por Nani Camargo Publicado 29/03/2023

Violência em escolas: professores de Limeira relatam drama em sala de aula e temem por segurança.

Uma pesquisa feita pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) contabilizou 23 registros de ataques com violência extrema em escolas no Brasil nos últimos 20 anos.

Entre 2002 e 2023, 24 estudantes morreram, além de quatro professores e dois profissionais de educação.

No caso mais recente, contudo, o ataque ocorreu na Escola Estadual Thomazia Montoro, SP, por volta das 7h20 de segunda-feira (27), na hora em que a professora morta Elisabete Tenreiro, de 71 anos, fazia a chamada.

Um estudante de 13 anos, do 8º ano, que havia sido transferido para a escola no início do mês, esfaqueou quatro professoras e um aluno dentro da unidade.

Elisabete levou cinco facadas e morreu após uma parada cardíaca.

Em Limeira, recentemente, também houve uma situação que causou pânico entre alunos e professores. Foi na Escola Estadual Leovegildo Chagas Santos, na Boa Vista. Um aluno escreveu na porta do banheiro que haveria um massacre na unidade, o que acabou não se confirmando e o caso foi tratado como “brincadeira”. Veja:

Aluno de Limeira anunciou possível atentando dentro da EE Leovegildo, na Boa Vista

O Elimeira, contudo, falou com a Apeoesp sobre a onda de violência nas escolas.

O sindicato informou que quase diariamente recebe queixas de professores sobre comportamento inadequado de alunos e falta de funcionários para conter situações de conflito.

Violência em escolas: professores de Limeira temem por segurança

Abaixo, alguns relatos de professores de Limeira enviados ao Elimeira. Todos os nomes dos docentes seguem preservados, bem como a escolas que atuam:

“Ano passado, aluno de 3° ano ensino médio, no início do ano até meados de junho, quando ele saiu da escola, por três vezes disse baixinho para os colegas que me daria um soco, sem eu sequer dirigir a palavra a ele, estava explicando a matéria na lousa e nunca havia dado aula a ele”

“Aluno entrando na aula fora do horário porque estava passeando no pátio, não tem funcionários o suficiente, ele passava por mim e eu na lousa, batia a porta com violência para mostrar que entraria na aula quando quisesse e me encarava, ficava cantando, colocava som alto para atrapalhar. A mãe foi chamada várias vezes mas, depois, disse que não iria mais à escola. Esse caso envolve um aluno de 3° ano, aguentamos isso o ano inteiro”.

“Há uns anos, uma mãe invadiu a escola para agredir outros alunos. No ano seguinte, ela entrou para agredir o professor”.

“Entre 12h e 13h, 18h e 19h, raramente a ronda escolar aparece na escola, justamente o horário que há tráfico ou possíveis brigas, horário de saída/entrada das crianças”.

“Acabei de sair da sala de aula e um menino que se diz nazista veio com a máscara de caveira, exaltado com o feito de seu amigo ontem (caso do ataque em SP). Ficou a aula toda falando de armas e sobre os motivos dos ataques na escola. Estou pensando em abrir um BO”.

“É difícil tocar nesse assunto. Em uma das escolas de tempo integral do Estado de SP, tive o dissabor de sofrer ataques racistas de um grupo de estudantes desinteressados em aprender uma segunda língua, onde, uma das estudantes (com péssima estrutura familiar; a mãe se munia de facas para atentar contra o pai, os filhos, incluindo a essa adolescente), em dado momento, me empurrou e me constrangeu. Ninguém da gestão escolar, no entanto, se posicionou para encaminhar a questão, como na massiva maioria das vezes. Estamos abandonados por esses sucessivos governos”.

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