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Filhos desaparecidos: vozes de esperança e dor ecoam no Dia das Mães

Psicólogos ressaltam a importância do suporte emocional e da rede de apoio para que essas mães não se sintam sozinhas


Por Redação Educadora Publicado 10/05/2026
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Neste Dia das Mães, a esperança se mistura à dor para milhares de brasileiras que vivem o pesadelo da ausência.

A cada ano, porém, o país registra dezenas de milhares de desaparecimentos, e para essas mães, datas comemorativas como esta acentuam o anseio por respostas e o reencontro.

Elas buscam visibilidade, memória e respeito para suas histórias, muitas vezes marcadas pela indiferença e pelo preconceito em delegacias e na sociedade.

 Em 2025, o Brasil registrou 84.760 desaparecimentos, um número que reflete a angústia de inúmeras famílias.

Mães como Clarice Cardoso, de Bacabal (MA), que perdeu os filhos Ágatha Isabelle e Allan Michael, de 6 e 4 anos, respectivamente, vivem um drama, portanto, diário há mais de quatro meses.

A busca incansável por pistas, o apoio do filho mais velho, André, de 9 anos, e a esperança em cada ligação são o que a movem.

“Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou”, desabafa Clarice, pedindo que o país se lembre de seus filhos.

Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito

 A luta de Clarice ecoa por outras mães em todo o Brasil.

Ivanise Espiridião, todavia, fundadora do grupo Mães da Sé, busca sua filha Fabiana desde 1995.

A iniciativa, que nasceu para aliviar o sofrimento e criar uma rede de apoio nacional, hoje reúne mais de seis mil mães. A tecnologia, como o aplicativo Family Faces que utiliza reconhecimento facial, tem sido uma aliada importante nessa busca.

“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, relata Ivanise.

 O impacto psicológico do desaparecimento é profundo, gerando transtornos como depressão, pânico e ansiedade.

A psicóloga Melânia Barbosa ressalta a importância do suporte emocional e da rede de apoio para que essas mães não se sintam sozinhas.

Grupos como o Mães da Sé oferecem esse acolhimento, além de orientações sobre direitos e procedimentos legais.

Lei que determina, portanto, a comunicação imediata de desaparecimentos.

Lucineide Damasceno, que também integra o Mães da Sé, transformou a dor da perda do filho Felipe em ativismo.

A ONG Abrace ofecere suporte a famílias necessitadas.

 Mesmo diante da incerteza, a esperança permanece acesa. Lucineide guarda os presentes de Natal do filho há duas décadas, na expectativa de que ele retorne.

A força encontrada no abraço de outras mães e a alegria de notícias de reencontros alimentam a resiliência dessas guerreiras.

A luta por visibilidade, memória e respeito continua, reafirmando que, para estas mães, o amor e a esperança transcendem a dor.

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