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Família de criança que bebeu soda cáustica em Limeira pede ajuda

Criança de 7 anos enfrenta recuperação após complicações graves; mãe relata dificuldades financeiras e risco de despejo


Por Rafael Coelho Publicado 06/05/2026

Um acidente doméstico ocorrido em 2021 marcou a rotina de uma família em Limeira (SP) e desencadeou uma longa sequência de internações e tratamentos médicos. Aos 7 anos, Sofia segue em recuperação após ingerir soda cáustica por engano, situação que provocou complicações graves no sistema digestivo.

Segundo relato da mãe, Ariane Mociaro, o caso aconteceu em um domingo, durante um almoço em família. A criança teria confundido um copo com soda cáustica — substância diluída para produção de sabão — com água e ingerido o líquido. Logo após, apresentou espuma pela boca e sangramento.

A menina foi levada inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Abílio Pedro e, em seguida, transferida para a Santa Casa de Limeira. Na unidade hospitalar, passou por endoscopia de urgência e precisou ser entubada. De acordo com a família, o quadro foi considerado gravíssimo.

Após estabilização inicial, Sofia foi encaminhada para a PUC de Campinas (SP), onde permaneceu 37 dias na UTI, em coma induzido. Na sequência, ficou internada em enfermaria por quase dois meses. Ao receber alta, utilizava sonda nasal, mas precisou retornar ao hospital para realização de gastrostomia e cirurgia de refluxo.

Nos anos seguintes, o tratamento incluiu procedimentos frequentes, como endoscopias sob anestesia geral. Depois de cinco anos de acompanhamento, a criança foi encaminhada ao Hospital das Clínicas, onde passou por uma cirurgia considerada definitiva em novembro de 2025.

Após o procedimento, o estado de saúde se agravou. Sofia perdeu completamente a capacidade de engolir e chegou a pesar cerca de 12 quilos, sendo internada novamente por 30 dias devido à desnutrição severa. Atualmente, voltou a deglutir parcialmente, mas ainda depende de sonda para alimentação e segue em processo de recuperação.

A mãe afirma que precisou interromper o trabalho como motorista de aplicativo para acompanhar o tratamento da filha. Com isso, relata dificuldades financeiras e informa estar com três meses de aluguel em atraso, além de risco de despejo.

A família busca apoio para quitar as dívidas e encontrar uma moradia mais acessível. Doações podem ser feitas via Pix, em nome de Ariane Cristina de Melo Mociaro, pela chave 19982238640.

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