Isabelly critica “moralismo” após casos em banheiro da Praça Toledo Barros
Vereadora afirmou que debate sobre detenções no Centro de Limeira não deve recair sobre a comunidade LGBT e relacionou o problema ao abandono do espaço público


A vereadora Isabelly Carvalho utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Limeira (SP) durante a sessão desta segunda-feira (8) para comentar os casos de homens detidos por praticarem atos sexuais no banheiro público da Praça Toledo Barros, no Centro. Em quatro dias, sete pessoas foram detidas em ações realizadas no local.
Durante o pronunciamento, a parlamentar afirmou que o assunto dominou as discussões nas redes sociais e veículos de comunicação ao longo do fim de semana e defendeu uma análise mais ampla da situação, criticando o que classificou como “moralismo” em torno do tema.
Segundo Isabelly, a prática conhecida popularmente como “banheirão” não é algo recente e ocorre há muitos anos em diferentes contextos. A vereadora ressaltou que não defende a realização de atos sexuais em banheiros públicos e afirmou que existem locais apropriados para esse tipo de intimidade.
Ao abordar o caso específico da Praça Toledo Barros, a parlamentar exibiu imagens do banheiro e argumentou que o estado de conservação do espaço contribui para a sua subutilização pela população. Na avaliação dela, a falta de manutenção e o abandono acabam afastando os usuários e abrindo espaço para outras práticas.
“Quando a gente não garante o mínimo para a população ocupar o espaço, aí sobra o espaço para a criminalidade, sobra o espaço para a violência, sobra o espaço para outras práticas que não a utilização do banheiro”, declarou.
A vereadora também afirmou que a discussão não deve ser conduzida sob uma perspectiva exclusivamente moral. Segundo ela, o debate precisa considerar as condições do espaço público e os fatores que levam à sua ocupação inadequada.
Outro ponto destacado por Isabelly foi a preocupação com a associação dos episódios à comunidade LGBT. Durante a fala, ela afirmou que os casos registrados não envolvem apenas pessoas homossexuais e pediu que a repercussão dos acontecimentos não resulte em estigmatização de um grupo específico.
“Que a conta disso que vem acontecendo e de tudo o que foi falado não recaia sobre a comunidade LGBT. Porque ali não é só gay não. É heterossexual, é pai de família”, afirmou.
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