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Limeira alerta para prevenção e diagnóstico precoce da febre maculosa

Doença transmitida pelo carrapato-estrela pode evoluir rapidamente e exige atenção aos sintomas e ao histórico de exposição em áreas de risco


Por Redação Educadora Publicado 25/06/2026
Limeira alerta para prevenção e diagnóstico precoce da febre maculosa
Foto: Prefeitura de Jundiaí

A Secretaria de Saúde de Limeira (SP) reforçou o alerta sobre a febre maculosa, doença infecciosa transmitida pela picada do carrapato-estrela contaminado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Embora o município não tenha registrado casos confirmados da doença em 2026, a orientação é para que a população mantenha os cuidados preventivos e procure atendimento médico diante de sintomas compatíveis com a infecção.

A preocupação ocorre porque a febre maculosa pode apresentar evolução rápida e causar complicações graves quando o tratamento não é iniciado precocemente. Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, diarreia e manchas avermelhadas na pele, especialmente nos punhos e tornozelos.

Como os sinais iniciais podem ser semelhantes aos de outras doenças, como a dengue, o diagnóstico pode ser dificultado. Segundo o médico da Vigilância Epidemiológica de Limeira, Mário José Junior, informar ao profissional de saúde sobre possíveis situações de risco é fundamental para a identificação correta da doença.

“Os sintomas são muito semelhantes aos da dengue. Por isso, é fundamental que o paciente informe ao médico se esteve em áreas verdes ou se teve contato com animais que possam abrigar o carrapato-estrela. Isso é o que chamamos de diagnóstico diferencial, e ele é decisivo para o início rápido do tratamento”, explicou.

De acordo com a orientação da Vigilância Epidemiológica, o diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação. O tratamento é realizado com antibiótico específico, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e deve ser iniciado o mais cedo possível.

Os carrapatos transmissores podem ser encontrados em áreas com vegetação, como gramados, pastagens e matas, especialmente em locais próximos a rios, lagos e córregos frequentados por animais como capivaras e cavalos. Todas as fases do parasita — larva, ninfa e adulto — podem transmitir a bactéria causadora da doença.

Para reduzir o risco de infecção, a recomendação é evitar áreas com mato alto e utilizar roupas claras, de mangas compridas, calças e botas ao circular por locais com vegetação. Também é indicado inspecionar o corpo e os animais após visitas a áreas consideradas de risco e utilizar repelentes quando apropriado.

Caso seja encontrado um carrapato aderido à pele, a orientação é removê-lo com uma pinça, utilizando movimento de torção e evitando esmagar o parasita durante a retirada.

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