Limeira registra 899 casos de violência contra a mulher em 2026
Município mantém cerca de mil medidas protetivas em vigor e reúne serviços de acolhimento, orientação jurídica e atendimento especializado às vítimas


Limeira (SP) registrou 899 boletins de ocorrência por violência contra a mulher em 2026, uma média de 128 casos por mês, segundo dados da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O município também mantém cerca de mil medidas protetivas em vigor e recebe, em média, cinco novos pedidos de proteção por dia. No mesmo período, foram registradas três tentativas de feminicídio, sem casos consumados.
Os dados foram divulgados durante as ações que marcam os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Limeira foi o primeiro município do Estado de São Paulo a receber uma Delegacia de Defesa da Mulher e atualmente conta com uma rede de atendimento voltada ao acolhimento, à orientação jurídica e ao acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica.
Segundo a secretária de Promoção Social, Constância Félix, o acompanhamento contínuo das vítimas é uma das estratégias para evitar novos episódios de violência.
“Mais do que oferecer serviços, nossa missão é acolher com respeito, escuta qualificada e dignidade, garantindo que cada mulher encontre apoio e segurança para reconstruir sua vida”, afirmou.
Entre os serviços disponíveis está a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), implantada há dez anos. As equipes realizam visitas periódicas às mulheres que possuem medidas protetivas, prestam orientações sobre direitos e atendem ocorrências de violência doméstica.
Outro serviço é a Rede Elza Tank de Atendimento Integrado à Mulher em Situação de Violência, coordenada pela Secretaria de Promoção Social (Seprosom), que reúne os serviços de acolhimento e proteção do município com atendimento sigiloso.
Desde março, a Defensoria Pública também passou a oferecer atendimento jurídico gratuito, humanizado e sigiloso dentro da rede. O serviço é realizado quinzenalmente mediante agendamento pelo telefone (19) 3404-6253.
A defensora pública Mariana Leite Figueiredo destacou que a orientação jurídica auxilia as mulheres na tomada de decisões.
“Muitas vezes, a vítima tem medo ou dúvidas sobre como proceder, inclusive sobre o registro da ocorrência. Aqui, ela recebe orientação sobre seus direitos e pode tomar decisões com mais segurança para sair desse contexto”, explicou.
O município também disponibiliza a ferramenta Lia por Elas, que utiliza inteligência artificial para orientar mulheres em situação de violência por meio do WhatsApp, no número (19) 98416-0156. O atendimento pode ser feito por mensagens de texto ou áudio, com informações sobre os serviços da rede de proteção.
Canais de denúncia
- Guarda Civil Municipal (GCM): 153
- Polícia Militar: 190
- Central de Atendimento à Mulher: 180
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