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Prefeito diz que professores celetistas não têm direito ao vale-alimentação

Durante sua participação no programa Meio Dia o prefeito Mario Botion explicou que o vale-alimentação é feito para professores que têm a assiduidade controlada


Por Leticia Viganó Publicado 07/07/2023
Prefeito diz que professores celetistas não têm direito ao vale-alimentação
Foto: Educadora

Durante sua participação no programa Meio Dia desta segunda-feira (3) o prefeito Mario Botion afirmou que os professores celetistas não possuem o direito ao vale-alimentação.

Na ocasião, Botion diz que seria inviável o pagamento nesse momento e explicou que são profissionais eventuais e que o vale-alimentação é feito para aqueles que têm a assiduidade controlada. Na última semana, cerca de 300 professores celetistas declararam estado de greve em razão da falta de vale-alimentação.

Em nota o SINDSEL informou que segue mobilizado pela luta dos professores celetistas que querem e precisam receber o vale-alimentação. Após Assembleia Virtual na última quinta-feira (29), a categoria decidiu, inicialmente, aguardar o mês de julho, visando a possibilidade de o governo estudar e conceder o vale.

O SINDSEL ainda ressalta que isso a fala do prefeito não se aplica de maneira moral, já que muitos desses professores prestam serviço ao município, que precisa dessa mão de obra para cobrir eventuais faltas, afastamentos e mudanças de cargos na Educação, tornando-se assim, profissionais que estão trabalhando para o município há muitos anos.

“Muitos prestam serviços ao município há mais de 10 anos. Lamentamos profundamente o prefeito ir até um programa de grande alcance dizer que esses professores são temporários. De maneira moral isso está completamente errado. É uma categoria que tem seu trabalho precarizado, além da questão cruel de corte de vínculo desses trabalhadores”, destacou Nicinha Lopes, presidente do SINDSEL.

Vale destacar também que o vale-alimentação não tem relação direta com assiduidade, já que o pagamento desse benefício é pago por várias cidades da região, bem como a rede estadual de educação.

“Nós vamos nos manter mobilizados sobre esse tema e caso isso não seja solucionado pelo governo municipal, os celetistas já estão decididos e bastante engajados para iniciar uma paralisação no dia 31, assim que o ensino retornar do recesso escolar”, destacou Nicinha.

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