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Simone Tebet relembra apoio a Lula em 2022 e diz que decisão foi motivada pela defesa de pautas sociais

Em entrevista o Meio Dia, ex-ministra afirma que empatia é requisito essencial para governar e critica prioridades adotadas pelo então presidente durante a campanha eleitoral


Por Rafael Coelho Publicado 15/05/2026

A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet afirmou que sua decisão de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022 foi baseada na avaliação de que o país precisava de um governante comprometido com pautas sociais e com capacidade de demonstrar empatia diante das dificuldades enfrentadas pela população. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Meio Dia desta sexta-feira (15).

Ao responder a uma pergunta sobre o fato de ser oriunda do Centro-Oeste, região que tradicionalmente registra forte apoio a candidatos de direita, Simone Tebet afirmou que não esperava terminar a disputa presidencial de 2022 na terceira colocação.

Segundo ela, o resultado, com cerca de 5 milhões de votos, deu a seus eleitores um papel relevante no desfecho da eleição, marcada por uma disputa acirrada no segundo turno. A ex-ministra destacou que, naquele momento, precisou tomar uma decisão que, em sua avaliação, teria impacto direto na vida da população brasileira.

Simone Tebet disse que, para ela, a definição não representou um dilema, embora não tivesse histórico de atuação ao lado de partidos de esquerda. A senadora afirmou que sua escolha levou em consideração a necessidade de um presidente capaz de compreender o sofrimento das pessoas e de agir com sensibilidade diante de crises nacionais.

Durante a entrevista, ela citou como exemplo a pandemia de Covid-19 e criticou a condução do então presidente Jair Bolsonaro naquele período, afirmando que o país precisava de liderança em um momento em que a população demandava vacinação e respostas efetivas.

A ex-ministra ressaltou que, em sua visão, não é a posição ideológica — de direita ou de esquerda — que define a aptidão de um governante, mas sim a capacidade de sentir a dor do povo e de adotar medidas voltadas ao bem-estar coletivo.

Simone Tebet também afirmou que, na época, considerava insuficiente o foco em temas que, segundo ela, não estavam diretamente ligados aos principais desafios do país. Entre as prioridades que defendeu, citou o combate à fome, a redução das desigualdades, a qualificação da mão de obra, o aumento da produtividade e dos salários, além de investimentos em ciência, tecnologia e inovação.

De acordo com a ex-ministra, essas áreas são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil e para que o país acompanhe as transformações econômicas e tecnológicas em curso no cenário internacional.

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