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Gaeco em Limeira: entenda operação que mira esquema envolvendo o “Diabo Loiro”

As diligências decorrem de investigações que identificaram empresas por meio das quais Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro, dissimulava a origem ilícita de recursos


Por Redação Educadora Publicado 08/05/2026
DIABO LOIRO

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Polícia Civil de São Paulo, por meio do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (NECCOLD), do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2 (DEINTER 2), deflagraram nesta sexta-feira (8/5) a Operação Caronte.

O objetivo é desmantelar esquema dedicado ao branqueamento de capitais do tráfico e a outras práticas criminosas.

São cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

A Justiça decretou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos alvos, bem como o bloqueio de veículos e outros bens em nome dos suspeitos.

Até o momento, houve a apreensão de carros, caminhões, valores em espécie e animais, incluindo touro posicionado em terceiro lugar no ranking nacional de rodeio.

Segundo o Ministério Público, as diligências decorrem de investigações que identificaram empresas por meio das quais Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro, dissimulava a origem ilícita de recursos.

Por intermédio de laranjas, pessoas jurídicas dedicadas aos ramos de transporte e rodeios movimentaram valores obtidos a partir do cometimento de delitos e deram a eles aparente legitimidade.

Durante a coleta de provas, verificou-se que o alvo ostentava patrimônio milionário nas redes sociais, sendo possível estabelecer o seu vínculo com as empresas em questão.

As apurações envolvendo a lavagem de capitais por parte de Magrini ocorrem desde 2016 e se robusteceram após análise de dados fiscais, bancários e demais informações fornecidas por órgãos fiscalizatórios. Isso permitiu identificar movimentação financeira incompatível com as rendas declaradas.

No ano passado, o averiguado foi preso preventivamente em investigação do GAECO, por indícios de envolvimento em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

O filho de Magrini também é averiguado e foi alvo das buscas. Ele está sob suspeita de movimentar recursos ilícitos a partir de empresas de ramos como o musical.

A Operação Caronte, assim denominada em referência ao barqueiro da mitologia grega responsável por transportar as almas dos mortos para o submundo de Hades, marca o início de um projeto de integração entre a Polícia Civil de São Paulo e o GAECO, consistente na união de esforços em investigações contra crime organizado.

Os trabalhos serão conduzidos pelo NECCOLD, órgão implementado em maio deste ano.

Quem é ‘Diabo Loiro’, alvo de operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, é apontado como um dos principais alvos de uma operação da Polícia Civil de Campinas (SP), deflagrada nesta sexta-feira (8), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas ligado ao PCC.

No ano passado, ele já havia sido preso em uma investigação conduzida pelo Gaeco de Campinas, suspeito de integrar um plano da facção criminosa para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho. Magrini também ficou conhecido por ser ex-padrasto do cantor MC Ryan SP, preso durante a Operação Narco Fluxo.

Antes da prisão, Eduardo Magrini utilizava as redes sociais para se apresentar como produtor rural e influenciador digital. Com mais de 100 mil seguidores, compartilhava registros de viagens, rodeios e veículos de luxo.

Em algumas postagens, afirmava ter amizade com o lutador do UFC Charles Oliveira, conhecido como Charles do Bronx, além de exibir um relógio Rolex que, segundo ele, teria sido presenteado por MC Ryan SP.

De acordo com as investigações, Magrini também teria participado dos ataques promovidos pelo PCC contra o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em São Paulo, no ano de 2006. Ele ainda seria ligado à chamada “sintonia FM”, setor da facção responsável pela gestão de pontos de venda de drogas.

Entre maio e agosto de 2006, o estado de São Paulo viveu uma série de ataques coordenados pelo PCC, incluindo rebeliões em presídios e atentados que espalharam medo na capital e em cidades do interior.

Segundo o Ministério Público, apesar de aparentar estar afastado da facção, Magrini mantinha vínculos com o crime organizado na região e teria participação direta nos ataques ocorridos em 2006.

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