Homem devendo pensão é preso após ser abordado com moto adulterada em Limeira

Motocicleta tinha chassi parcialmente suprimido e placa que não constava nos registros


Por Rafael Coelho Publicado 10/08/2026
Homem devendo pensão é preso após ser abordado com moto adulterada em Limeira
Ocorrência foi registrada no Plantão Policial de Limeira - Foto: Divulgação/PM

Um homem de 34 anos foi preso em flagrante na noite deste domingo (9), durante uma abordagem da Força Tática da Polícia Militar (PM) na Avenida Laranjeiras, na região da Vila Queiroz, em Limeira (SP). Segundo o boletim de ocorrência, ele conduzia uma Yamaha YBR 125E preta, de 2004, que estava com a placa adulterada e apresentava parte do número do chassi suprimida. Durante a consulta aos dados do condutor, os policiais também descobriram que havia um mandado de prisão civil contra ele por dívida alimentar de aproximadamente R$ 19 mil.

A abordagem aconteceu por volta das 19h, durante patrulhamento pela Avenida Laranjeiras. Os policiais disseram ter visto o motociclista trafegando em velocidade incompatível com a via e fazendo manobras em zigue-zague entre os carros. A moto também apresentava irregularidades aparentes em equipamentos obrigatórios.

Durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado com o homem. Na vistoria da motocicleta, porém, os policiais perceberam que parte do número de identificação do chassi havia sido retirada.

A equipe também consultou a placa que estava instalada na moto, identificada como DJX7D63. Segundo o boletim, essa combinação não possuía registro nos sistemas oficiais de veículos.

Diante da irregularidade, os policiais fizeram uma nova consulta utilizando o número do motor. A pesquisa apontou que a motocicleta correspondia, na verdade, a uma Yamaha YBR preta registrada em Santa Bárbara d’Oeste (SP), cuja placa original era DJX-7363.

Com isso, os policiais constataram que havia sido colocada na moto uma placa no padrão Mercosul com os caracteres alterados. O boletim também registra que, dos 17 caracteres originais do chassi, apenas quatro permaneciam visíveis.

Questionado sobre a procedência da motocicleta, o homem afirmou inicialmente que havia comprado o veículo de uma pessoa com quem trabalhava, pelo valor de R$ 900. Segundo ele, a negociação envolvia uma moto conhecida como “NP”, expressão usada no próprio registro para indicar um veículo sem documentação regular de propriedade ou transferência.

Ele disse que recebeu apenas a posse da motocicleta para utilizá-la e não apresentou nota fiscal, recibo ou outro documento que comprovasse a compra.

Durante o interrogatório, o homem declarou que o valor combinado pela motocicleta era, na verdade, de R$ 4 mil e que havia pago somente os R$ 900 iniciais, sem concluir a negociação.

Ele também afirmou que sabia que a moto não tinha documentação regular e que a utilizava para fazer o trajeto diário até o trabalho. Segundo seu relato, não fez uma vistoria antes da compra e disse não ter percebido que os sinais de identificação do veículo estavam adulterados ou parcialmente retirados.

Ainda conforme o boletim, o vendedor trabalhava com o homem em uma empresa de Santa Bárbara d’Oeste e disse morar próximo ao local da abordagem.

Além das irregularidades encontradas na motocicleta, a consulta aos dados do condutor revelou que ele era procurado pela Justiça por causa de um mandado de prisão civil relacionado a uma dívida alimentar estimada em R$ 19 mil.

Ele foi informado sobre a existência do mandado e acabou sendo preso. Antes de ser levado à delegacia, passou por exame na Santa Casa.

A autoridade policial também determinou a prisão em flagrante pelo uso da motocicleta com sinais de identificação adulterados, conforme registrado no boletim.

O homem permaneceu no setor de custódia da Delegacia Seccional, onde aguardava a apresentação em audiência de custódia. Um novo exame também foi solicitado para verificar suas condições físicas.

O boletim informa ainda que ele não estava acompanhado de advogado. O homem pediu que a mãe fosse avisada sobre a prisão, mas as tentativas de contato pelo telefone fornecido não foram atendidas.

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