Homem é encontrado morto com nove facadas em casa no Antônio Simonetti, em Limeira

Vítima foi localizada na cozinha de residência; sobrinho e mulher que estiveram com ele na madrugada prestaram depoimento, mas foram liberados


Por Rafael Coelho Publicado 05/11/2026
Homem é encontrado morto com nove facadas em casa no Antônio Simonetti, em Limeira

Um homem de 59 anos foi encontrado morto com aproximadamente nove perfurações pelo corpo, na madrugada desta quinta-feira (5), em uma residência na Rua Augusto Angelino Simonetti, no Jardim Residencial Antônio Simonetti, em Limeira (SP). O caso foi atendido pela Polícia Militar (PM) por volta das 2h10, após uma denúncia inicialmente registrada como agressão. Duas pessoas que estiveram com a vítima momentos antes do crime foram ouvidas pela Polícia Civil, mas acabaram liberadas. A investigação continua para identificar quem cometeu o homicídio.

A vítima, Dirceu Pereira de Carvalho, foi encontrada caída no chão da cozinha, com ferimentos provocados por um objeto cortante. Os policiais chegaram ao endereço depois de serem acionados e conversaram inicialmente com o sobrinho do homem, de 45 anos, que relatou ter encontrado o tio naquela situação.

Segundo o sobrinho, ele havia passado parte da noite na companhia de Dirceu e de uma mulher de 39 anos, que frequentava a residência. Em determinado momento, saiu para tentar solicitar um transporte por aplicativo, mas, ao retornar, percebeu que a mulher não estava mais no imóvel e encontrou o tio caído no chão.

O homem contou que procurou ajuda nas proximidades e conseguiu localizar um vigilante que fazia a segurança da via pública. O profissional foi acionado para chamar a Polícia Militar e os serviços de emergência.

A mulher, identificada como uma conhecida da vítima havia aproximadamente 15 anos, também prestou depoimento. Ela afirmou que esteve na casa durante a madrugada, onde consumiam bebidas alcoólicas e drogas. Segundo sua versão, saiu por cerca de dez minutos para comprar entorpecentes e, quando retornou, encontrou o sobrinho de Dirceu, que lhe contou sobre a morte. Ela disse que viu o homem caído pela porta, mas não entrou na residência. Também afirmou que, quando deixou o imóvel pela primeira vez, Dirceu ainda estava vivo.

Já o sobrinho apresentou outra versão sobre a sequência dos acontecimentos. Ele afirmou que saiu da casa deixando apenas o tio e a mulher no local, após fechar o portão e a porta da frente com cadeado, a pedido da própria vítima. Disse que permaneceu nas proximidades por cerca de 20 a 40 minutos e, ao voltar, encontrou o portão aberto e o cadeado destrancado. Ao entrar, viu o tio caído, ainda com sinais de vida, mas sem conseguir falar.

O sobrinho também relatou que, enquanto aguardava a chegada das autoridades, a mulher retornou à residência trazendo drogas. Segundo ele, ela vestia uma camiseta que pertencia à vítima e deixou o local depois de saber da situação. A mulher, por sua vez, declarou que conhecia uma das facas encontradas na casa, pois já havia visto Dirceu carregando o objeto na cintura em outras ocasiões.

Durante a perícia, foram identificadas aproximadamente nove perfurações no corpo da vítima, compatíveis com ferimentos provocados por instrumento perfurocortante. Duas facas foram encontradas no imóvel: uma sobre a pia da cozinha e outra em cima da cama, no quarto de Dirceu. A faca localizada sobre a cama apresentou vestígios de sangue em um teste preliminar e foi apreendida para exames.

A Polícia Civil também procurou imagens de câmeras de segurança nas residências vizinhas, mas não conseguiu obter gravações que ajudassem a esclarecer o crime. Moradores relataram que a casa era frequentada por diversas pessoas, principalmente usuários de drogas, com movimentação constante de entrada e saída de visitantes.

Apesar das suspeitas e das divergências entre os depoimentos do sobrinho e da mulher, a Polícia Civil informou que ainda não há elementos suficientes para apontar com segurança quem cometeu o homicídio. Foi solicitada a coleta de material biológico dos dois para exames de DNA, que serão comparados com possíveis vestígios encontrados na faca apreendida e em outros materiais recolhidos durante a perícia. Ambos foram liberados após prestarem esclarecimentos, e as investigações continuam.

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