Homem é preso após denúncia de agressão contra esposa em Engenheiro Coelho
Mulher de 31 anos relatou ter sido empurrada, derrubada e chutada durante desentendimento com o companheiro, de 35 anos; casal estava separado havia cerca de três ou quatro meses

Um homem de 35 anos foi preso em flagrante na noite desta terça-feira (20), por volta das 21h40, após ser acusado de agredir a esposa, de 31 anos, na Rua José Gazotto Sobrinho, no Jardim do Lago, em Engenheiro Coelho (SP). Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou ter sofrido empurrões, quedas e chutes durante dois momentos de discussão. A Guarda Civil Municipal (GCM) atendeu ao chamado, e o caso foi registrado como violência doméstica. O homem negou as agressões.
O casal é casado, mas, conforme a mulher, está separado há aproximadamente três ou quatro meses. Ela mora com os três filhos, enquanto o homem afirmou estar vivendo na casa da mãe. A mulher contou que ele não aceita o fim do relacionamento, procura por ela com frequência e envia mensagens insistindo na reconciliação. Também relatou que, naquele dia, ele esteve em seu local de trabalho procurando informações a seu respeito.
O desentendimento começou após o homem ir à residência, por volta do meio-dia, para ficar com os filhos. A mulher decidiu sair para evitar conflitos enquanto ele cuidava das crianças. Segundo seu relato, o pai levou os filhos à escola e os buscou por volta das 17h30. Mais tarde, o homem procurou uma equipe da GCM que fazia patrulhamento na região, alegando que as crianças estavam sem supervisão. Os guardas encontraram uma delas brincando nas proximidades da casa e consultaram o Conselho Tutelar e a mãe. Ambos confirmaram que, naquele dia, os cuidados eram responsabilidade do pai, e a equipe deixou o endereço.
Após receber informações sobre a situação dos filhos, a mulher voltou para casa e encontrou o companheiro. Ela contou que pediu para ele sair e avisou que chamaria a polícia. Nesse momento, segundo a denúncia, o homem tomou seu celular à força e a empurrou, fazendo com que caísse. Ao tentar recuperar o aparelho, ela teria sofrido novos empurrões e chutes, além de atingir o braço contra parte de um veículo estacionado na garagem. O homem saiu levando o telefone, mas retornou cerca de 15 minutos depois.
Ainda conforme a mulher, ele devolveu o celular, mas passou a ofendê-la com palavras como “vagabunda” e “desgraçada”. Em seguida, teria voltado a empurrá-la e chutá-la, provocando outra queda. Ela informou que uma das crianças presenciou parte dos acontecimentos e mencionou também a presença de uma amiga. Após o novo episódio, acionou a GCM.
Quando os guardas retornaram, encontraram o homem correndo a aproximadamente 50 metros da residência e fizeram a abordagem. A mulher estava chorando, pedia ajuda e reclamava de dores na perna. Os agentes também observaram, do portão, um dano em um veículo, que ela atribuiu ao ocorrido. O homem, que estava com um dos braços engessado, foi algemado por segurança e risco de fuga. Os dois receberam atendimento médico antes da apresentação do caso à Polícia Civil.
Em sua versão, o homem afirmou que ainda mantinha contato afetivo e íntimo com a esposa e, por isso, não considerava a separação definitiva. Disse ter procurado a GCM por preocupação com os filhos, inclusive por considerar inadequada a alimentação de uma das crianças. Também alegou que a mulher não estava trabalhando naquele dia, apesar de ter informado o contrário, e que os guardas saíram antes do retorno dela, mesmo após ele pedir que permanecessem.
O homem negou ter dado socos, chutes ou empurrões. Inicialmente, afirmou que não havia encostado na mulher, mas depois declarou que ela teria avançado em sua direção e que apenas se defendeu, sem detalhar uma agressão. Também disse que ela teria impedido sua saída de bicicleta com um dos filhos e pegado uma telha durante a discussão. Admitiu tê-la chamado de “mentirosa” e afirmou que, em outra ocasião, ela havia procurado a polícia para pedir medidas protetivas, embora, segundo ele, os dois tenham continuado o relacionamento. O relatório médico da mulher registrou queixas e achados relacionados a dores e lesões, mas não descreveu lesão aparente.
Após analisar os depoimentos da mulher, dos guardas e do homem, a Polícia Civil confirmou a prisão em flagrante por suspeita de lesão corporal em contexto de violência doméstica. Os agentes não presenciaram as agressões, mas confirmaram o estado em que encontraram a mulher e a abordagem do homem nas proximidades. A mulher também formalizou um pedido de medidas protetivas de urgência, encaminhado à Justiça.
O homem passou por atendimento no Pronto-Socorro para realização de exame médico e foi encaminhado à carceragem da Delegacia Seccional de Limeira, onde ficará à disposição da Justiça para audiência de custódia. A prisão será comunicada ao Poder Judiciário, ao Ministério Público (MP) e à pessoa indicada por ele.
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