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Instrutores não explicam salto sem corda de jovem morta na Ponte do Esqueleto

Presos disseram à polícia que não sabem como ocorreu a falha


Por Redação Educadora Publicado 16/06/2026
Instrutores não explicam salto sem corda de jovem morta na Ponte do Esqueleto

Os três instrutores presos após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), afirmaram em depoimento à Polícia Civil que não conseguem explicar como a vítima foi lançada sem a corda de segurança.

Os investigados têm 27, 32 e 42 anos. Durante os depoimentos prestados no sábado (12), Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42, admitiram que eram responsáveis pela instalação das cordas antes dos saltos, mas não conseguiram detalhar como as funções eram divididas entre a equipe no momento do acidente.

O terceiro instrutor, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, declarou que sua função era auxiliar no posicionamento e no lançamento da participante. Ele também afirmou que os integrantes da equipe não sabem informar o que aconteceu com a câmera que a jovem segurava quando foi arremessada.

A vítima participava de um evento de rope jumping e escolheu a modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o praticante não salta sozinho, sendo impulsionado pelos instrutores. Imagens registradas no local mostram a jovem sendo conduzida até a borda da plataforma e lançada em seguida.

Segundo testemunhas, ela carregava uma câmera no momento do salto. O equipamento desapareceu após o acidente. De acordo com o pedagogo Rafael Goulart, uma pessoa ligada à organização teria retirado a câmera quando a vítima já estava caída no solo.

A defesa dos instrutores informou que pretende ingressar com pedido de habeas corpus. O advogado responsável pelo caso argumenta que os envolvidos não tiveram a intenção de provocar a morte da jovem e contesta o enquadramento do crime na forma dolosa.

Ainda segundo a defesa, os três atuavam há anos na atividade e nunca haviam se envolvido em ocorrências semelhantes. O caso foi classificado pelo advogado como uma fatalidade.

A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias que levaram ao lançamento da jovem sem o equipamento de segurança.

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