Justiça ouve réus por morte em salto de rope jump na Ponte do Esqueleto

Primeira audiência do processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas ocorre nesta quinta-feira (17), no Fórum de Limeira


Por Redação Educadora Publicado 17/09/2026
Justiça ouve réus por morte em salto de rope jump na Ponte do Esqueleto

A primeira audiência de instrução do processo que investiga a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump, será realizada nesta quinta-feira (17), a partir das 12h30, no Fórum Spencer Vampré, em Limeira (SP). O caso aconteceu em 13 de junho deste ano, na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP).

A etapa marca o início da fase em que a Justiça ouvirá os quatro réus, além de testemunhas e outras pessoas envolvidas na investigação. Todos os acusados estão presos preventivamente.

Respondem ao processo Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Os três primeiros são apontados como instrutores diretamente ligados à realização do salto da vítima, enquanto Evelyne é apontada como organizadora do evento.

Os quatro são acusados de homicídio com dolo eventual qualificado. Evelyne também responde por fraude processual. Ao fim da fase de instrução, caberá ao juiz decidir se existem elementos para que os acusados sejam submetidos ao Tribunal do Júri.

Acusação do Ministério Público

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP), os responsáveis pela execução do salto tinham conhecimento dos riscos envolvidos na atividade, mas, segundo a acusação, não adotaram as medidas de segurança necessárias.

Entre as falhas apontadas estão a ausência de conferência da conexão da corda de segurança e a não realização da dupla checagem dos equipamentos antes do salto.

A acusação considera que Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves cometeram homicídio com dolo eventual, com qualificadoras por motivo torpe e pelo uso de recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima.

No caso de Evelyne dos Santos Gonçalves, a acusação é de homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, além de fraude processual.

O que é dolo eventual

O chamado dolo eventual ocorre quando uma pessoa não pretende provocar a morte de outra, mas tem conhecimento de que sua conduta pode resultar nesse desfecho e, ainda assim, assume o risco de que isso aconteça.

Caso o juiz entenda que houve dolo eventual, a tendência indicada no processo é que os quatro acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A definição sobre essa etapa, porém, será tomada pela Justiça após a análise dos depoimentos e demais elementos produzidos durante a instrução do processo.

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