PM Ambiental usa drones e satélites para identificar queimadas em SP
Tecnologia ajuda a mapear áreas de risco, planejar fiscalizações e agilizar o atendimento; aplicativo dos Bombeiros permite enviar a localização exata de incêndios e outras ocorrências


A Polícia Militar Ambiental utiliza drones, imagens de satélite e sistemas de monitoramento para identificar focos de queimadas, mapear áreas de risco e direcionar fiscalizações em São Paulo. Segundo a corporação, os recursos tecnológicos também contribuem para reduzir o tempo de resposta das equipes, que geralmente realizam a fiscalização em menos de 48 horas após a identificação de um foco.
As ações preventivas são intensificadas principalmente antes dos períodos de estiagem, quando aumenta a preocupação com incêndios florestais. Para definir os locais prioritários, a corporação considera séries históricas e informações obtidas por meio do monitoramento ambiental.
De acordo com o tenente Daniel Pires Barbosa, chefe do monitoramento da Polícia Militar Ambiental, as equipes verificam se as medidas preventivas exigidas por lei estão sendo cumpridas nas áreas consideradas mais suscetíveis a incêndios.
“Nesses locais, atuamos com a presença da equipe policial para verificar se as medidas de prevenção legais estão sendo adotadas. Essa ação tem caráter educativo e preventivo”, explicou.
Drones ajudam a identificar pontos críticos
Os drones são utilizados para obter imagens aéreas, acessar áreas de difícil deslocamento e identificar possíveis irregularidades ambientais. As informações também auxiliam no planejamento das operações de fiscalização.
Entre as aplicações está a verificação de aceiros — faixas de terreno sem vegetação que ajudam a impedir a propagação do fogo — e das faixas de domínio de rodovias, onde as equipes podem identificar pontos que exigem atenção.
Os equipamentos também são empregados no mapeamento de áreas de risco por meio da fotogrametria, técnica que permite realizar medições e análises do terreno a partir de imagens aéreas.
Satélites geram alertas de focos de calor
O monitoramento também utiliza informações obtidas por satélites. Os alertas são gerados a partir de imagens processadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo acompanhamento de focos de calor em todo o país.
Os satélites passam sobre o território brasileiro várias vezes ao dia. As imagens são processadas nos servidores do instituto e transformadas em alertas que ajudam a orientar o trabalho das equipes de fiscalização.
Segundo o tenente Daniel Pires Barbosa, a combinação entre detecção tecnológica e planejamento contribui para acelerar o atendimento.
“As respostas da fiscalização ambiental costumam demorar menos de 48 horas da identificação do foco, graças à tecnologia de detecção e ao planejamento das ações”, afirmou.
Aplicativo dos Bombeiros envia localização da ocorrência
Outra ferramenta utilizada em emergências é o aplicativo Bombeiros Emergência, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros para facilitar o acionamento das equipes em casos de incêndios, acidentes e salvamentos.
Disponível para Android e iOS desde 2022, o aplicativo permite enviar a localização exata da ocorrência em tempo real, inclusive em áreas rurais ou locais sem endereço definido.
O sistema identifica automaticamente as coordenadas geográficas do celular e permite encaminhar fotos e informações sobre a situação diretamente ao Centro de Operações dos Bombeiros.
Com esses dados, as equipes conseguem localizar o chamado e direcionar a viatura mais próxima, o que pode facilitar o acesso ao local e reduzir o tempo de resposta.
A ferramenta complementa as ações de monitoramento e atendimento a emergências, especialmente em regiões onde a localização por endereço convencional pode ser difícil.
✅ Curtiu e quer receber mais notícias no seu celular? Clique aqui e siga o Canal eLimeira Notícias no WhatsApp.



