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CASO ERICK: MP denuncia Samuel por homicídio duplamente qualificado

Segundo a denúcia, com o argumento de que acenderia velas para “conferir proteção à vítima”, Samuel a atraiu para um local distante, onde o esfaqueou.


Por Carlos Gomide Publicado 01/02/2023

O Ministério Público de São Paulo (MP/SP) enviou à Justiça limeirense a denúncia contra o vendedor Samuel, de 20 anos, acusado de ser o autor do homicídio que matou Erick Delatore de Araújo, de 16 anos, no último dia 22, em uma estrada rural, próximo a Fazenda Arizona, no Jardim Lagoa Nova rural. O estudante foi morto com 21 facadas, nas costas, nuca, peito, braços e mãos. 

A promotora substituta Letícia Macedo Medeiros Beltrame, aponta que o vendedor matou a vítima por motivo fútil e com recursos que dificultaram a defesa do ofendido. Portanto, deve responder pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

Ficou constatado durante a investigação do caso que vítima e o autor haviam se estranhado, após uma discussão por conta da namorada da vítima. Além disso, Erick estaria devendo cerca de R$50 para o autor. 

Letícia afirma que na noite anterior ao crime, o vendedor se armou com uma faca, pois já estaria disposto a cometer o crime. Durante o encontro ocorrido na casa do “Pai Tiago”, Erick teria dito que deixaria de frequentar o local. Segundo a denúncia, com o argumento de que acenderia velas para “conferir proteção à vítima”, Samuel o atraiu para um local distante, onde o esfaqueou. “Em seguida, o denunciado ocultou o corpo da vítima em área afastada da zona rural no bairro Lagoa Nova, dispensou a faca e deixou o local”, escreveu a promotora do caso. 

Samuel “conversou” com entidade que disse que poderia matar e que daria proteção a ele

No ato de sua prisão, Samuel deixou registrado em depoimento que “havia conversado com a ‘entidade’, dias anteriores e esta disse que poderia matar que daria proteção, mas teria que acontecer (o crime) em sete dias”. Ele ainda disse que Erick ‘do nada’ começou uma discussão, pois Samuel teria xingado a namorada da vítima. Ele confirmou à delegada Evelyn Kaffa que voltou à casa de Tiago, confessou ao amigo o crime e que, mesmo não concordando com a sua atitude, Tiago permitiu que ele dormisse no imóvel. 

Ainda naquele domingo, a delegada ouviu o pai de Samuel. O homem, de 49 anos, ressaltou o bom comportamento do filho, alegou que Samuel foi criado na igreja mas que, de 3 meses para cá, mudou o comportamento, depois de começar a frequentar o centro religioso.

Naquela madrugada, o vendedor chegou em casa por volta das 6h30 sujo de barro, acordou horas depois e logo saiu de novo. O homem ainda disse que, pouco tempo depois, recebeu a visita do pai de Erick perguntando pelos dois. O pai de Samuel confirmou que os dois dormiam um na casa do outro e que, de um tempo para cá, eles acabaram se afastando.

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