Usamos cookies e outras tecnologias para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Bia Kicis associa possível derrota do voto impresso em comissão à pressão do TSE

Inicialmente, havia maioria para aprovar a PEC na Comissão. Mas em uma jogada coordenada, partidos políticos de centro e centro-direita trocaram membros que eram favoráveis ao tema por parlamentares contrários


Por Estadão Conteúdo Publicado 01/08/2021
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A autora da PEC do voto impresso e presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputada Bia Kicis (PSL-DF), associou a possível derrota do parecer na comissão especial à pressão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em manifestação neste domingo, 1º, em Brasília, a parlamentar criticou ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal e disse que a eles não compete decidir como será a apuração dos votos.

“A pressão é muito grande. Quando nós aprovamos o tema em comissão tínhamos 33 votos a 5. Os parlamentares eram todos favoráveis. Mas a pressão que vem do TSE é muito grande”, disse a deputada, em referência à aprovação da admissibilidade da PEC na CCJ em 2019.

A apreciação do tema ficou engavetada pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Mas o atual, Arthur Lira (PP-AL), em sinal do seu compromisso com o presidente Jair Bolsonaro, autorizou a formação da Comissão Especial para tratar do voto impresso.

Inicialmente, havia maioria para aprovar a PEC na Comissão. Mas em uma jogada coordenada, partidos políticos de centro e centro-direita trocaram membros que eram favoráveis ao tema por parlamentares contrários. A ideia é barrar o texto no nascedouro e evitar que ele vá ao Plenário.

“Numa comissão de 34 parlamentares, uns 28, 30 eram favoráveis. O que eles fizeram, eles trocaram os integrantes. Eles colocaram deputados para pagar missão, para derrotar a PEC. Mas nós podemos com a força do povo nas ruas. Nós podemos virar esse placar”, disse a parlamentar.

Ela também disse que a defesa do voto impresso auditável “não é birrinha de bolsonarista”. “A nossa arma nesse momento é o voto impresso, auditável. É a arma do povo. Respeitem o povo, ministro do Supremo e do TSE não recebeu voto de ninguém, não tem que decidir como vai ser a apuração. Nós queremos voto impresso auditável já. Contagem pública do voto já”, afirmou a parlamentar.

✅ Curtiu e quer receber mais notícias no seu celular? Clique aqui e siga o Canal eLimeira Notícias no WhatsApp.