“Empresário é encarado como vilão”, diz Geraldo Rufino

Candidato ao Senado por São Paulo pelo Podemos criticou a retirada do Bolsa Família de pessoas que conseguem uma vaga de trabalho


Por Rafael Coelho Publicado 02/09/2026

O empresário, escritor e palestrante Geraldo Rufino, candidato ao Senado por São Paulo pelo Podemos, criticou o tratamento dado aos empresários e defendeu mudanças na forma como o Bolsa Família é aplicado durante participação no programa Meio Dia, nesta quarta-feira (2). Para ele, a retirada do benefício de pessoas que conseguem emprego pode desestimular a busca por trabalho e dificultar a melhoria da renda das famílias.

Durante a entrevista, Rufino afirmou que o empresário ainda é visto de forma negativa e que leis e cobranças acabam, segundo sua avaliação, pressionando o setor. “Infelizmente o empresário ainda é encarado como vilão. Infelizmente. Dá a impressão de que ele é bandido”, declarou.

Na sequência, o candidato direcionou as críticas ao governo do PT e disse esperar que a população perceba, a tempo, o que considera problemas na condução do país. Segundo Rufino, as medidas adotadas podem aumentar as dificuldades enfrentadas principalmente pelas famílias de baixa renda.

Rufino também falou sobre sua experiência com a realidade das comunidades e destacou a importância do Bolsa Família para pessoas que precisam do benefício para garantir alimentação. Ao mesmo tempo, defendeu que o auxílio não seja retirado quando o beneficiário consegue um emprego.

Para o candidato, a renda obtida com o trabalho permite que a pessoa recupere a autoestima e tenha condições de melhorar aspectos da vida familiar, como alimentação, vestuário, educação dos filhos e moradia. “A autoestima dele vem do trabalho e renda”, afirmou.

Rufino questionou a lógica de retirar o benefício assim que o trabalhador consegue uma ocupação. “Não. Não tem que tirar. O benefício é dele, deixa lá. Deixa ele arrumar emprego”, disse durante o programa.

Na avaliação do empresário, a arrecadação gerada pelo emprego pode superar o valor pago pelo Bolsa Família. Ele relacionou essa dinâmica também à circulação de dinheiro na economia, argumentando que famílias de baixa renda tendem a utilizar os recursos para despesas do dia a dia, como aluguel, alimentação, roupas e itens para os filhos.

“Se esses caras tiverem dinheiro eles não têm conta na Suíça. A conta dele é para melhorar o uniforme do filho, melhorar o lanche, melhorar a alimentação, melhorar a casa, pagar o aluguel. Então o dinheiro vai circular, melhora pra todo mundo”, afirmou.

O candidato também questionou a situação de pessoas que permanecem dependentes do benefício e relacionou a permanência nessa condição à dificuldade de acesso ao trabalho e à renda. Segundo ele, a política deveria permitir que o beneficiário consiga emprego sem perder imediatamente o auxílio.

Ao longo da participação, Rufino sustentou que o trabalho e a geração de renda são caminhos para melhorar as condições das famílias de baixa renda e defendeu uma revisão da forma como os benefícios sociais são relacionados à entrada do trabalhador no mercado formal.

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